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Rigotto defende câmbio específico para exportação do agro

O governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB-RS), disse nesta terça-feira que se o governo federal não ajudar os produtores, a área plantada com grãos na próxima safra cairá de 30% a 40%. "A razão maior da crise é o câmbio desfavorável", explicou ao Senado, onde participará de um debate com outros governadores e o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, para tratar da situação do agronegócio. O governador defendeu um câmbio específico para exportação ou criação de mecanismos, similares ao adotado pela China.Rigotto explicou que quando há um superávit da balança comercial, o governo chinês compra os dólares resultantes deste saldo positivo, "o que evita uma valorização excessiva da moeda chinesa". Ele disse que medidas podem ser tomadas pelo governo federal sem que se tenha a volta do câmbio fixo. "Pode continuar o câmbio flutuante, mas com medidas que protejam minimamente setores que estejam perdendo competitividade e gerando desemprego."O governador ressaltou que postergar os débitos não resolve a situação dos agricultores. "Rolar dívidas é adiar o problema e esperar que ele estoure lá adiante." Rio Grande do SulRigotto disse que a situação no Rio Grande do Sul é anda mais grave, porque o Estado teve duas estiagens seguidas. Em seguida, quando os produtores colheram uma boa safra, não tiveram como manter os preços na hora da venda. O Estado também é prejudicado com a queda na comercialização de máquinas e implementos agrícolas, já que a região é responsável por 60% da produção de tratores e colheitadeiras.Em relação à agenda que os governadores devem ter à tarde com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Rigotto disse que o objetivo é mostrar a realidade dos agricultores brasileiros. "Não podemos continuar com esta situação. Não podemos fechar os olhos para uma situação que é muito séria", explicou, alertando sobre a possibilidade de falência do setor rural.Além de Rigotto, outros 11 governadores são esperados em Brasília. Por volta das 10 horas já haviam chegado ao Senado os representantes de Santa Catarina, Bahia e Mato Grosso. Ao contrário do ano passado, quando os produtores levaram centenas de máquinas agrícolas para a Esplanada dos Ministérios, desta vez a manifestação é mais discreta e ordeira.

Agencia Estado,

16 de maio de 2006 | 10h33

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