Rio Bravo lança fundo para investir em energia

Gestora de recursos do ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco aplicará R$ 600 milhões em cinco empresas

Altamiro Silva Júnior, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2010 | 00h00

A Rio Bravo Investimentos, gestora de recursos do ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco, está concluindo a captação de recursos no mercado para lançar um fundos de private equity de R$ 600 milhões. A carteira vai comprar participações em cerca de cinco empresas do setor de energia elétrica.

O fundo está interessado em investir em usinas hidrelétricas, pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), eólicas, biomassa, usinas térmicas e transmissoras de energia, segundo o regulamento da carteira disponível na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O fundo foi constituído com prazo de 12 anos, dos quais os três primeiros estão reservados para investimentos e o restante para a venda de participação no mercado, para outros sócios ou via abertura de capital na bolsa. Como o fundo acaba de ser aprovado pela CVM, a Rio Bravo está em período de silêncio e não pode comentar a nova carteira.

A Rio Bravo segue a mesma estratégia de outras gestoras, que resolveram aproveitar o bom momento do mercado e lançar fundos de private equity. A Gávea Investimentos, gestora de recursos do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, está montando um fundo que deve ter US$ 1 bilhão em patrimônio.

Segundo o sócio da gestora, Piero Minardi, a captação será quase toda feita com investidores estrangeiros, como ocorreu com os outros três fundos da Gávea. A carteira não elegeu um setor específico para investir e pretende aplicar, segundo o executivo, onde encontrar "as melhores oportunidades".

Quem também está captando para investir no Brasil é a americana Darby, uma das maiores gestoras de fundos de private equity do mundo. Em parceria com o banco francês BNP Paribas, está captando R$ 400 milhões no mercado brasileiro. O fundo pretende comprar participações em companhias ligadas ao setor de serviços, como empresas de terceirização, informa o principal executivo da Darby no Brasil, Fernando Gentil.

Para os novos investimentos que planeja fazer, a Rio Bravo quer participar das decisões das empresas em que fizer aporte. A empresa também precisa adotar práticas de governança corporativa, segundo o regulamento do fundo. Se for abrir o capital, a listagem tem de ser em algum dos segmentos especiais da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

A Rio Bravo tem oito fundos de participação. Entre eles, dois destinados para investimentos no Nordeste, dois para tecnologia e outro para o setor de serviços e logística. A gestora também lançou um fundo que só investe em cinema. A carteira já aplicou em filmes como Carandiru, Olga e O ano em que meus pais saíram de férias.

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