Rio Grande do Sul montará plataformas da Petrobras

O estado do Rio Grande do Sul deve ser a sede da construção das duas plataformas bilionárias que a Petrobras está licitando, a P-55 e a P-57. No caso da P-55, isso já estava previsto, porque a própria licitação considera para a realização das obras a utilização do novo dique seco da Petrobras, que está sendo construído no estado.Apesar de ter arrendado o antigo estaleiro Verolme, em Angra dos Reis, que poderia ser utilizado para a obra, o consórcio vencedor da licitação para a P-55, composto pela Keppel Fels e pela construtora Odebrecht, estuda a opção do dique seco gaúcho.A novidade no final do governo de Germano Rigotto, ficou por conta da P-57, cuja licitação foi vencida pelo consórcio formado pelas empresas Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e Iesa. A previsão na proposta apresentada pelas empresas era inicialmente de realizar as obras no estaleiro Atlântico Sul, que a Camargo Corrêa está construindo no porto de Suape (PE).Mas o governo do Rio Grande do Sul cedeu uma área e prometeu dar incentivos fiscais para que o consórcio vencedor faça as obras em território gaúcho.A P-57 será instalada no campo de Jubarte, na Bacia de Campos, e receberá investimentos de US$ 1,8 bilhão. O consórcio vencedor ainda não foi confirmado oficialmente pela Petrobras, já que a estatal estaria negociando o preço final da plataforma. CustosMas a proposta do consórcio teve grande diferença para o segundo e único concorrente, o estaleiro Jurong, que cotou a obra em US$ 2,386 bilhões. O contrato da P-57 será firmado com a Deep Blue, sociedade de propósito específico, criada pelo ABN Amro, banco contratado pela Petrobras para estruturar a modelagem financeira do projeto.Em nota divulgada à imprensa, o diretor da Queiroz Galvão, Mário Lúcio Guimarães, já comenta a decisão pelas obras no Rio Grande do Sul como certa. Segundo ele, além da cessão de terreno por parte do governo do estado, também favoreceram a decisão condições técnicas como o calado apropriado e a infra-estrutura local. A idéia é de que a Queiroz Galvão leve para este novo canteiro de obras boa parte dos investimentos dos quais ela já está participando.Já a P-55, que havia recebido propostas de três grupos, acabou ficando por exclusão, com o consórcio liderado pela Kepel Fels e pela construtora Odebrecht. O estaleiro Jurong, que havia apresentado proposta, foi desclassificado tecnicamente. E o Atlântico Sul teve que ficar de fora da disputa, porque o edital previa que quem levasse a P-57, estaria automaticamente desclassificado da licitação da P-55.UtilizaçãoO contrato da P-55 será firmado com a Deep Water Charter, sociedade de propósito específico (SPE) criada pelo ABN Amro, contratado pela Petrobras para estruturar a modelagem financeira do negócio. A plataforma será afretada pela PNBV (subsidiária da Petrobras na Holanda) e subcontratada pela Petrobras. O valor do afretamento não foi divulgado pela estatal.Além das plataformas P-55 e P-57, o estado do Rio Grande do Sul, também é sede das obras da P-53, que estão a cargo do consórcio Quip (Queiroz Galvão, Ultratec e Iesa).

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