Rio Madeira deverá ter deságio pequeno

Previsão é do presidente da EPE para o leilão de 2ª.-feira das usinas

Leonardo Goy, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

07 de dezembro de 2007 | 00h00

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, admitiu ontem que não tem expectativa de grandes deságios no leilão da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, marcado para a próxima segunda-feira. Vencerá a disputa o consórcio que se propuser a construir e operar a usina cobrando a menor tarifa pela energia, a partir de um preço-teto de R$ 122,00 pelo megawatt/hora (MWh) estabelecido pelo governo. Tolmasquim, que foi responsável pelo cálculo da tarifa-teto, admitiu que o preço é baixo. "Ao calcular o teto, tentamos tirar o máximo de gordura", disse. Na sua opinião, mesmo com o preço máximo enxuto, há margem para os interessados tentarem reduzi-lo no leilão."Os consórcios podem fazer otimizações financeiras e buscar acordos mais favoráveis com os fornecedores para reduzir os custos." A EPE reduziu de R$ 13,5 bilhões para R$ 9,5 bilhões a estimativa de investimentos necessários para construir Santo Antônio. Quando estiver pronta, a hidrelétrica terá potência de 3.150 MW.Recentemente, o governo comemorou os elevados deságios (de até 65%) obtidos no leilão de sete trechos de rodovias federais. A licitação das estradas seguiu a mesma lógica que será usada no leilão de Santo Antônio: venceram as empresas que se propuseram a cobrar os menores pedágios.Tolmasquim prevê competição no leilão de Santo Antônio e acha que as perspectivas para a disputa são animadoras. "Temos três grupos fortes na disputa, e isso garante que quem vencer terá condições de construir a usina'''', disse. Estão inscritos para participar os consórcios Madeira Energia (Odebrecht Investimentos em Infra-estrutura, Construtora Norberto Odebrecht, Andrade Gutierrez, Cemig, Furnas, e fundo Banif/Santander); Consórcio Energia Sustentável do Brasil (Suez e Eletrosul); e Consórcio de Empresas Investimentos de Santo Antônio (Camargo Corrêa, Chesf, CPFL Energia e Endesa do Brasil).

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