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Rio oferecerá benefícios à Petrobras por terminal de gás

Estado disputa com São Paulo e Espírito Santo os investimentos da Petrobras em terminal a ser instalado

Kelly Lima, da Agência Estado,

30 de março de 2009 | 14h29

O Estado do Rio de Janeiro vai oferecer benefícios fiscais para disputar com São Paulo e Espírito Santo os investimentos da Petrobras em um terminal de liquefação de gás natural a ser instalado entre 2012 e 2014. "Queremos esta obra e vamos brigar por ela", disse a subsecretária de Desenvolvimento do Rio, Renata Bezerra Cavalcanti, em entrevista concedida nesta segunda-feira, 30, em evento no Rio.

 

O novo terminal ainda sem localização definida deverá ser ligado a uma terceira unidade de regaseificação que a Petrobras pretende instalar na Região Sudeste até 2012. Segundo anunciou na semana passada a diretora de Gás e Energia da estatal, Graça Foster, o terminal de liquefação permitiria o transporte por via marítima (seja para outros Estados ou outros países) do gás natural excedente, produzido na Bacia de Campos e no Espírito Santo.

 

Fontes do mercado já davam como certa a instalação deste terminal em solo capixaba, já que o Rio recebeu os investimentos da segunda unidade de regaseificação, instalada na Baía de Guanabara, com capacidade para processar 14 milhões de metros cúbicos por dia. Outro fator que aponta para a escolha do Espírito Santo como sede desta unidade de GNL é que já há gás natural de sobra sendo produzido no Estado, seja na parte norte da Bacia de Campos, seja na própria Bacia do Espírito Santo.

 

A tendência é de que este volume aumente ainda mais nos próximos anos com a entrada de novas unidades de produção. A defesa da subsecretaria do Rio é de que o Estado possui infraestrutura de escoamento - coisa que o Espírito Santo ainda está devendo e só terá com a entrada em operação do Gasene, ligando o Sudeste ao Nordeste. Além disso, Renata argumenta que há mercado consumidor no Estado, possibilidade de levar o gás para outros Estados e também maior proximidade com São Paulo, onde está a maior demanda.

 

"Vamos dar terreno, incentivo, o que a Petrobras quiser para poder manter aqui este terminal", disse Renata. A Petrobras ainda não divulgou qual o volume a ser processado na nova unidade. Mas já está certo que além desta, uma quarta unidade será construída, também acoplada a um terminal de liquefação, desta vez na Bacia de Santos, em alto-mar. Será a primeira deste tipo no mundo e, por estar flutuando, especialistas do setor estimam que sua capacidade de processamento terá que ser reduzida para algo no máximo em torno de cinco milhões de metros cúbicos por dia.

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