Zô Guimarães/Alerj/Divulgação
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Rio pode precisar de intervenção, diz deputado

Para presidente da Assembleia do Rio, sem o projeto de recuperação fiscal dos Estados, será necessária uma intervenção do governo federal

Mariana Sallowicz, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2017 | 22h54

RIO - O presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (PMDB), disse nesta sexta-feira, 7, em entrevista à rádio CBN, que, se o plano de recuperação fiscal dos Estados que está no Congresso não for aprovado em quinze ou vinte dias, será necessária uma intervenção federal no Rio.

A declaração motivou uma resposta do governador fluminense, Luiz Fernando Pezão (PMDB), que disse “não estar agarrado” a seu cargo. “Se chegar aqui um interventor para botar os salários em dia, pagar os aposentados e pensionistas, não estou agarrado ao cargo. Quero o melhor para o funcionário. O que me faz estar onze semanas em Brasília é ter dinheiro para pagar os funcionários, eu sofro junto”, afirmou, após prestar depoimento na 7.ª Vara Federal Criminal do Rio a pedido da defesa do ex-governador Sérgio Cabral Filho (PMDB).

O governador afirmou ainda que o interventor que chegar ao Rio terá de trazer “muito dinheiro”. “O governo federal está com déficit hoje de R$ 139 bilhões. Para chegar aqui, tem de ser com pelo menos mais R$ 20 bilhões. Será que ele quer fazer essa intervenção? Parar os projetos de emendas constitucionais que estão no Congresso? Intervenção é isso”, disse.

Pezão acrescentou ainda que não está pedindo R$ 20 bilhões ao governo. “Se aprovarmos aquele projeto, o Rio vai voltar a respirar e no final de 2018 entregamos o Estado em muito melhores condições”. O governador reafirmou a necessidade do Congresso votar o texto. “Está pronto para ser votado, não sei se vai nessa próxima semana com a Semana Santa”, disse. Ele também comentou as articulações da oposição para o seu impeachment. “É trabalho da oposição, a oposição nunca ajudou. Era uma hora de todas as forças ajudarem o Estado”, reclamou.

Incentivo. Pezão defendeu o projeto de lei que, se aprovado, concede à fabricante de bebidas Ambev o direito de adiar por 20 anos o pagamento de ICMS de uma nova fábrica, até um teto de R$ 650 milhões. O peemedebista afirmou que a sua preocupação é com o emprego.

“Se aprovar a lei, a Ambev vai se beneficiar de incentivos. Não vai deixar de recolher impostos. Vai trazer uma fábrica para o Rio que estamos disputando com o México”, afirmou.

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