Rio Polímeros entra finalmente em operação

Depois de 20 anos de planejamento e seis meses de atraso para o início de sua produção, a Rio Polímeros, primeira planta petroquímica integrada a usar gás natural no País, será inaugurada hoje e já começa a operar com 300 clientes em carteira no Brasil, a maioria concentrada nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O investimento no negócio é de US$ 1,08 bilhão.O maior benefício da Riopol para o Rio é sua capacidade de atrair investimentos na indústria plástica. Pelo menos 22 empresas já divulgaram interesse de se instalar nas proximidades da Riopol, sendo que seis já iniciaram obras no local. A previsão do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do Rio de Janeiro (Simperj) é de que o atual faturamento de US$ 350 milhões da indústria plástica fluminense salte para US$ 2 bilhões até 2009, quando as empresas estiverem instaladas ao redor da Riopol. Neste primeiro ano, a Rio Polímeros vai produzir 180 mil toneladas de polietileno (matéria-prima para a indústria plástica), devendo chegar à capacidade máxima de 540 mil toneladas já em 2006. Do volume produzido, pelo menos 30% serão exportados para a trading norte-americana Vinmar International a partir de agosto, por meio de um contrato de dez anos. A expectativa da companhia é criar 400 empregos diretos e faturar em 2006, US$ 650 milhões anuais.Na avaliação do diretor superintendente da empresa, João Brandão, a inauguração "acontece em boa hora". "O cenário da indústria petroquímica é cíclico e neste momento estamos vivendo uma época de fly-up", disse, destacando que no ano passado o setor cresceu em torno de 12%. A perspectiva para este ano é de crescer 7%. "Acreditamos que este crescimento deverá suavizar o impacto da entrada no mercado, fazendo com que a maior parte das companhias existentes hoje aumente suas exportações devido ao espaço que será ocupado pela Riopol".Atualmente, a demanda nacional de polietileno é de 1,8 milhão de toneladas por ano, segundo ele, enquanto a produção é de 2,1 milhões em média. Mas o potencial de crescimento no País foi destacado em entrevista coletiva pelo diretor comercial da companhia, Eduardo Berkovitz ontem na sede da Rio Polímeros. Em relação a outros países, o consumo nacional ainda é baixo, cerca de dez quilos per capita por ano ante os 14,2 quilos consumidos pelo mexicano por exemplo.

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