Rio terá protesto contra divisão dos royalties

Políticos do Rio de Janeiro e Espírito Santo, os dois principais Estados produtores de petróleo, vão se unir em manifestação na próxima segunda-feira, no Rio, para cobrar da presidente Dilma Rousseff o veto ao projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional no início do mês que altera o sistema de pagamento dos royalties do petróleo.

ALFREDO JUNQUEIRA / RIO , O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2012 | 02h07

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), e o prefeito eleito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), confirmaram presença no "Veta, Dilma", ato capitaneado pelo governador fluminense, Sérgio Cabral Filho (PMDB). O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), também foi convidado, mas não confirmou presença.

Rio e Espírito Santo são os Estados mais prejudicados com o projeto do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), aprovado pela Câmara dos Deputados no último dia 6, que redistribui os recursos dos royalties do petróleo.

Cabral e Casagrande já afirmaram que pretendem recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), caso a presidente sancione a medida. "Estive ontem (terça-feira) em Brasília e conversei com muita gente. A presidente ainda não decidiu. Deve fazer isso na última hora", disse Casagrande. "Ela tem argumentos técnicos, políticos e até de erro na redação do projeto para vetá-lo. Sabemos que a posição da presidente é difícil e que a pressão dos Estados não produtores é muito forte, mas temos confiança de que ela vai vetar", afirmou o governador capixaba.

Faixas e cartazes convocando a população para a manifestação já foram espalhados por prédios públicos e locais estratégicos da cidade. Para tentar aumentar a presença popular no ato, serão liberadas as passagens nos sistemas de trem, metrô e barcas.

A administração estadual e a prefeitura da capital vão decretar ponto facultativo em suas repartições. Medidas idênticas foram adotadas em outro ato em favor da manutenção dos pagamentos de royalties, em novembro do ano passado. Na ocasião, os organizadores estimaram a presença de150 mil pessoas no ato.

Segundo o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, uma reunião deverá ser promovida hoje por Cabral para definir os detalhes da manifestação. "Será como no ano passado. Temos de reunir muita gente. Em Brasília, deputados e senadores estão circulando com broches com a inscrição 'Sanciona, Dilma'. Temos de reagir", disse Pezão.

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