Rio Tinto adia plano milionário em mina de ferro do Brasil

Mineradora tinha previsto investir US$ 2,118 bilhões na mina de Corumbá; crise atrapalha plano

Efe,

12 de janeiro de 2009 | 04h49

A mineradora anglo australiana Rio Tinto anunciou nesta segunda-feira, 12, sua decisão de adiar a expansão de sua mina de ferro em Corumbá, na qual tinha previsto investir 3,07 bilhões australianos (aproximadamente US$ 2,118 bilhões). Veja também:Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  A crise econômica é a razão dada pela Rio Tinto, que tinha anunciado a ampliação da mina no Brasil em julho de 2008. "É uma resposta à severa queda do mercado, que teve um claro impacto na demanda de minério de ferro", disse o porta-voz da Rio Tinto, Gervase Greene, à agência australiana de notícias AAP. A empresa não descarta retomar o projeto quando vir "sinais claros da recuperação do mercado", acrescentou. As intenções do Rio Tinto, quando anunciou a ampliação da mina, eram se beneficiar da crescente demanda de minério de ferro na América do Sul e no Oriente Médio, assim como aumentar suas exportações para a Europa, segundo a empresa. O investimento tinha o propósito de aumentar seis vezes a capacidade de produção da jazida a partir de 2010 e passar de produzir dois milhões de toneladas anuais para 12,8 milhões. Desde 2003, a Rio Tinto investiu um total de US$ 11 bilhões de dólares no desenvolvimento de suas explorações de ferro. A mineradora também anunciou em julho sua intenção de iniciar um estudo para expandir a mina de Corumbá de novo em meados de 2009 e aumentar sua capacidade produtiva para 23,2 milhões de toneladas ao ano.

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