Riqueza familiar nos EUA cresce pela 1ª vez desde 2007

A riqueza dos norte-americanos cresceu no segundo trimestre deste ano pela primeira vez desde 2007, acompanhada por uma recuperação no valor dos ativos financeiros, de acordo com dados do Federal Reserve (Fed, banco central americano). Segundo a instituição, o patrimônio líquido das famílias norte-americanas cresceu no segundo trimestre a uma taxa anual sazonalmente ajustada de 3,9%, para US$ 53,14 trilhões - ou o equivalente a 4,87 vezes a renda pessoal disponível. O patrimônio líquido corresponde ao valor de ativos como residências e investimentos subtraído do valor de dívidas como hipotecas.

GUSTAVO NICOLETTA, Agencia Estado

17 de setembro de 2009 | 16h31

No primeiro trimestre, o patrimônio líquido dos norte-americanos havia encolhido a uma taxa anual de 3,4%, para US$ 51,14 trilhões - o equivalente a 4,75 vezes a renda pessoal disponível na ocasião. O Fed afirmou também que a dívida do setor público aumentou durante o segundo trimestre, enquanto a do setor privado encolheu.

De acordo com o banco central, a dívida das famílias norte-americanas diminuiu a uma taxa anual de 1,7% no período, marcando o quatro trimestre consecutivo de contração. A dívida com hipotecas residenciais recuou 1,4% e o crédito ao consumidor caiu 6,5%. A dívida de empresas fora do setor financeiro encolheu a uma taxa anual de 1,8% no segundo trimestre - a maior contração trimestral desde 1993. O declínio foi concentrado em commercial papers, empréstimos e hipotecas comerciais.

A dívida do governo federal, por sua vez, teve um aumento de dois dígitos pelo quarto trimestre consecutivo, crescendo a uma taxa anual de 28,2% entre abril e junho deste ano, enquanto a dívida dos governos estaduais e locais subiu 8,3%. No mesmo período, o valor dos ativos financeiros subiu a uma taxa anual de 4,4%.

A necessidade de financiamento externo (financing gap) - que corresponde à quantidade de dinheiro que as empresas precisam levantar externamente para financiar investimentos de capital - passou para US$ 155,8 bilhões negativos no segundo trimestre, de US$ 43,9 bilhões negativos no primeiro trimestre. As informações são da Dow Jones.

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