Risco a bancos nos EUA derruba mercados mundiais

Bolsas da Ásia fecham em queda e mercados europeus operam em baixa após colapso do banco Bear Stearns

Agência Estado e Reuters,

17 de março de 2008 | 07h30

Os índices futuros de Nova York e as bolsas européias operam em forte queda nesta segunda-feira, 17, na esteira das bolsas asiáticas, que fecharam em baixa. A aquisição do Bear Stearns - quinto maior banco de investimento dos Estados Unidos - pelo JPMorgan e o corte emergencial de 0,25 ponto porcentual da taxa de redesconto, para 3,25%, realizada pelo Fed (banco central americano), não melhoraram a percepção sobre a gravidade da atual crise e o pânico se instalou entre os investidores.   Veja também:   BCs injetam recursos para socorrer bancos Crise no mercado global está maior, diz diretor-gerente do FMI JPMorgan compra o Bear Stearns por US$ 236 milhões  Entenda a crise nos Estados Unidos   O sobe e desce do dólar  Veja os efeitos da desvalorização do dólar JPMorgan e Fed intervêm para socorrer seguradora dos EUA       O mercado recebeu com preocupação a notícia de que JP Morgan pagaria apenas US$ 2 por ação do Bear Stearns, o que representa valorar a companhia em US$ 236 milhões. Os títulos do banco não eram cotados abaixo dos US$ 20 desde 1995. Na sexta-feira, 14, o presidente do Bear Stearns, Alan Schwartz, reconheceu em comunicado que a liquidez do banco tinha se deteriorado "de forma significativa" e que a operação representava "a melhor saída para todos (...), levando em conta nossa atual situação".   Além do corte na taxa de redesconto, o Fed tomou medidas para facilitar o acesso das instituições a sua linha de crédito, mas o nervosismo nesta segunda-feira é evidente nos índices acionários e nas cotações de ativos como o dólar. A moeda norte-americana despencou a um novo recorde de baixa contra o euro na Ásia, a US$ 1,5905, a um novo recorde de baixa contra o franco suíço, aos 0,9572 franco por dólar e a mínima em 12 anos contra o iene aos 95,77 ienes.   O principal índice da Bolsa de Tóquio registrou forte queda, com a desvalorização do dólar frente ao iene e os temores sobre a expansão do impacto da crise de crédito global. O índice Nikkei 225 atingiu seu nível mais baixo do ano, fechando em queda de 3,7%, aos 11.787,51 pontos.   Na Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng perdeu 1.152,50 pontos - ou 5,18% - e fechou aos 21.084,61 pontos, com moderado volume de negociações, no embalo das perdas nos demais mercados regionais, após o recuo das bolsas de Nova York na sexta-feira, 14.   Em Cingapura, o índice Straits Times teve baixa de 1,6% e terminou aos 2.792,75 pontos. Já na Indonésia, o índice composto da Bolsa de Jacarta recuou 3% e fechou aos 2.312,32 pontos, somando queda de 16% desde o início de 2007.   O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, cedeu 1,4% e fechou aos 806,74 pontos, seguindo os demais mercados regionais. Na Malásia, o índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur perdeu 1,5% e fechou aos 1.177,53 pontos. Além de ser afetada pela crise de crédito, a bolsa local ainda foi impactada pela alta recorde dos preços do petróleo, que elevaram as preocupações sobre a inflação.   Às 7 horas (de Brasília), o futuro Nasdaq-100 caía 2,07% e o S&P 500 cedia 1,95%; Londres caía 2,30%; Frankfurt perdia 3,31% e Paris recuava 2,64%. O dólar operava em 97,03 ienes e o euro valia US$ 1,5784. O franco suíço subia para 0,9825. As informações são da Dow Jones.

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