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Risco Brasil faz taxas do BNDES mais atraentes

A "explosão" do risco Brasil tornaram as taxas de juros praticadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ainda mais atraentes paras as empresas com intenções de realizar investimentos de longo prazo. Segundo o superintendente financeiro da instituição, Gil Bernardo Leal, cerca de 80% das operações do BNDES são concluídas a taxas fixas com base na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que está em 9,5% ao ano até o final deste mês. Ou seja, bem abaixo dos empréstimos internacionais, considerando o "risco Brasil" na faixa de 13% ao ano, ao qual deve ser acrescido da taxa internacional (libor), em torno de 3,6% ao ano e mais a variação cambial, que ficou em 12,5% nos últimos 12 meses, o que corresponde a taxa de quase 30% ao ano, ou três vezes os custos dos empréstimos do BNDES. Nos empréstimos do BNDES, o tomador pagará ainda o "spread", ou taxa de risco que oscila em torno de 1% a 3% ao ano, além da TJLP. As pequenas empresas pagam 1%, as médias 2% e as grandes em 3%, com a média de 1,9%, segundo Leal. "É o spread Robin Hood", comparou para realçar que os pequenos pagam menos. A previsão do BNDES é liberar R$ 28 bilhões este ano, com ligeiro crescimento sobre os R$ 25 bilhões do ano passado.Os empréstimos do BNDES com moeda estrangeira também estão bem abaixo dos custos das operações no mercado internacional. Essas operações representam cerca de 20% das operações do banco e são calculadas com base em uma "cesta de moedas" internacionais, com forte presença do dólar norte-americano. O custo dessas operações está em 8,32% ao ano no atual trimestre, além da correção cambial, o que elevaria o custo anual para cerca de 20%, ainda bem abaixo dos praticados no mercado internacional. Tanto a TJLP quanto a "cesta de moedas" do BNDES são recalculadas a cada três meses e as novas taxas irão vigorar a partir de julho. Mas o superintendente do BNDES não acredita que as novas taxas fiquem muito distantes dos níveis atuais. Segundo ele, a TJLP é composta de duas partes: a projeção de inflação feita pelo Banco Central e a estimativa de custos de captação pelo governo brasileiro no mercado internacional. O técnico do BNDES não acredita que o BC vá sancionar a grande alta observado no chamado "custo Brasil" das últimas semanas, devendo adotar os custos que o Tesouro Nacional conseguiu captar no início do ano. A "cesta de moedas" tem como referência os custos de captação do próprio BNDES, que incluem operações normais no mercado internacional e também os repasses de verbas de organizações internacionais, como o Banco Mundial. "Quase todas as nossas operações são com custos fixos e poucas operações oscilam com as mudanças de mercado", comentou o executivo.

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