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Risco Brasil se aproxima do recorde de 2001

O nervosismo do mercado financeiro está levando o nível do Risco Brasil a se aproximar do pico verificado em 2001, em 8 de outubro, primeiro dia dos ataques comandados pelo exército norte-americano no Afeganistão. Na ocasião, o Risco Brasil medido pelo índice EMBI, do JP Morgan, alcançou a marca dos 1.256 pontos base, teto de uma escalada desse risco que começou com os atentados terroristas nos EUA em 11 de setembro. Foi o maior nível registrado em todo o ano de 2001, num cenário de extrema aversão dos investidores aos mercados emergentes e quando boa parte dos analistas afirmava que o fluxo de dólares para esses mercados iria simplesmente "secar" - o que acabou não se confirmando posteriormente. Na máxima do dia, o Risco Brasil chegou a bater hoje na marca dos 1.222 pontos base, maior nível desde 9 de outubro, em que o EMBI de Brasil fechou a 1.232 pontos base. Em relação ao câmbio, o nível alcançado hoje ainda está distante dos R$ 2,835 por dólar registrados em 21 de setembro, recorde do plano Real. Na ocasião, em clima de iminência da guerra no Afeganistão, o Banco Central foi obrigado a realizar seis leilões de títulos cambiais num único dia, para tentar conter a disparada das cotações, além de elevar a alíquota do depósito compulsório sobre os depósitos a prazo, para enxugar a liquidez do mercado. A taxa de R$ 2,66 por dólar registrada nesta tarde não era alcançada desde o dia 1º de novembro do ano passado, quando a cotação ficou em R$ 2,68 (pela Ptax). "Dificilmente chegaremos a esse nível de taxa novamente, mesmo com o estresse atual", acredita o economista Fernando Honorato Barbosa, do BBV Banco. "Estávamos naquele cenário catastrofista para os emergentes e o balanço de pagamentos do Brasil melhorou muito de lá para cá".

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