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Risco Brasil sobe menos na crise

Em relação a 2005, índice que mede chance de calote cai 109 pontos no caso brasileiro; média de emergente fica estável

Alaor Barbosa, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2023 | 00h00

O Brasil foi o país que menos sofreu na recente turbulência no mercado financeiro internacional entre os 15 países emergentes acompanhados pelo banco americano JP Morgan.O indicador Embi (Emerging Markets Bond Index), calculado pelo banco americano, estava em 245 pontos-base no fim de 2005, praticamente igual aos níveis atuais. Já o risco Brasil, que afere o risco específico dos títulos do governo brasileiro no mercado secundário internacional, fechou ontem em 202 pontos-base, cerca de 109 pontos abaixo do observado naquele período.Outro país que registrou ganhos expressivos na comparação com o fim de 2005 foi a Filipinas, em que o risco registrou queda de cerca de 60 pontos desde então, situando-se atualmente em cerca de 230 pontos-base.No fim de 2005, o risco Brasil estava em 311 pontos-base, e ontem estava em 202 pontos-base. Naquele período, o risco brasileiro estava pior do que a média dos outros emergentes, com um índice 26% acima do Embi total.Atualmente o indicador brasileiro está cerca de 9% abaixo da média. Ou seja, os títulos brasileiros oferecem menos risco ao investidor do que a média dos papéis emitidos pelos governos dos demais países integrantes da ''''cesta'''' do JP Morgan, ao contrário do que era observado no fim de 2005.CONCORRENTESIsso mostra que, em termos relativos, o Brasil teve um ganho substancial em relação aos seus ''''concorrentes''''. Na América Latina foi o que registrou melhor performance.A Colômbia (queda de 30 pontos-base, para os atuais 233 pontos), o Peru (queda de 14 pontos, para 168 pontos) e a Argentina (queda de 9 pontos, para 490 pontos) são países que também tiveram ganhos no período, enquanto a Venezuela de Hugo Chávez foi a que registrou o pior desempenho, com o indicador subindo para 481 pontos-base, com acréscimo de 170 pontos no intervalo de 20 meses. A Argentina e a Venezuela estão entre os lanterninhas no índice de risco calculado pelo JP Morgan.Se o corte for feito com base nas cotações do fim de junho, antes da atual turbulência, o desempenho é semelhante. Ou seja, o Brasil perdeu menos do que a média dos outros países emergentes.No dia 30 de junho, o Embi geral (dos 15 países) estava em 175 pontos-base, ante os 244 atuais, com uma diferença de 69 pontos. O indicador específico do Brasil estava em 160 pontos, o que indica uma piora de 42 pontos-base.Nesse período, porém, México e Rússia registraram desempenho melhor, com quedas de 45 pontos no indicador mexicano (que saiu de 95 para 140 pontos), enquanto os títulos russos perderam 48 pontos (saíram de 101 para 149).Os títulos dos governos da Argentina e Venezuela foram os grandes perdedores nos últimos 40 dias. O índice da Argentina subiu 272 pontos em relação ao fim de junho, atingindo os 489 pontos, enquanto o venezuelano subiu 140 pontos, para os atuais 481 pontos-base.Os títulos soberanos de Filipinas e da Turquia perderam mais do que os papéis brasileiros, com quedas de 62 e 79 pontos-base, subindo para 233 e 251 pontos, respectivamente.

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