coluna

Louise Barsi explica como viver de dividendos seguindo o Jeito Barsi de investir

Risco cambial do Brasil preocupa investidores europeus

Investidores europeus que participaram hoje de um seminário sobre oportunidades de negócios no setor energético brasileiro manifestaram ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral, preocupação em relação às perdas causadas pela desvalorização do real no ano passado e com a possibilidade isso vir a ocorrer novamente no futuro. Segundo eles, esse "risco cambial" poderá servir como um freio no ritmo de investimentos no País.O vice-presidente para gerenciamento estratégico do grupo belga Tractebel (controlador da Gerasul no Brasil), Christian Biebuyck, observou que as perdas foram causadas principalmente pelo fato da maior parte das dívidas das empresas do setor estarem em moeda estrangeira. "Os empréstimos disponíveis quase sempre estão ligados ao dólar, a importação de máquinas e equipamentos também são negociadas em moeda estrangeira", disse Biebyick. "Ou seja, a maior parte dos custos da empresas está ligada ao dólar enquanto serviços por elas prestados são vendidos em real." Outros investidores ressaltaram que são obrigados a importar gás pagando com dólares e somente podem vendê-lo em reais, o que os deixa vulneráveis ao comportamento do câmbio.Amaral disse que a adoção do câmbio flutuante em 1999 serviu como uma proteção para a economia. "Mas ainda não sabemos como evitar esse tipo de risco originado pela variação do câmbio, estamos analisando isso", afirmou. Segundo ele, o governo está estudando uma nova estrutura regulatória para o setor, que poderá corrigir o problema.O presidente do BNDES, Eleazar de Carvalho Filho, também presente no seminário, afirmou que o governo está "consciente desse importante" problema. "Mas trata-se de uma questão muito complexa cuja solução não é fácil", disse. Segundo ele, o governo está estudando formas de reembolsar as perdas causadas pela importação do gás. Ele salientou, no entanto, que a risco cambial depende "da estrutura financeira de cada empresa" e que o País conta com um mercado "hedge", que oferece proteção à volatilidade cambial.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.