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Risco de alta das commodities pode se reduzir no curto prazo, diz BC

Redução é justificada pela perspectivas menos favoráveis de recuperação econômica em nível global 

Fabio Graner e Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

30 de setembro de 2010 | 10h02

O Banco Central entende que pode diminuir o risco de que um eventual aumento do preço das commodities afete a inflação brasileira. A avaliação consta do Relatório Trimestral de Inflação relativo ao mês de setembro divulgado nesta quinta-feira, 30, pela autoridade monetária. "Esse risco ainda persiste, embora, com as perspectivas menos favoráveis de recuperação econômica em nível global, tal risco pode se reduzir, ao menos no curto prazo", admite o BC.

Os diretores do BC observam que "os preços das commodities não têm apresentado tendência generalizada de elevação ao longo do ano". Para a autoridade monetária, há comportamentos "bastante diferenciados entre os produtos".

Mas, para o médio e longo prazos, o BC afirma que "é plausível supor probabilidade maior de elevação do que de estabilidade desses preços". Essa perspectiva é construída com base no cenário que deve contar com "fortalecimento da recuperação global".

Outro risco externo vem da crise fiscal que atinge países europeus e a consequente deterioração das condições financeiras geradas por eventual piora dessa situação. Para o BC, esse risco "arrefeceu" desde o último relatório. "Para tanto, contribuíram medidas fiscais tomadas por vários países europeus com vistas à melhoria da situação financeira do setor público, o suporte de organismos multilaterais, assim como a condução de testes de estresse no sistema bancário da região", afirma o texto.

Ainda sobre o cenário externo, o BC avalia que aumentou a probabilidade de que a atividade econômica mundial mostre "recuperação tímida". Esse inclusive, que era um dos cenários previstos em junho, passou a ser o "cenário central" do documento. "O cenário preponderante atual, de fato, incorpora a percepção de menor ritmo de atividade econômica global, todavia não contempla deterioração das condições financeiras e, assim, seus efeitos sobre a dinâmica dos preços domésticos tendem a ter viés desinflacionário", cita o documento. 

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