Risco de 'caos' faz republicano adotar posição mais flexível

"Eu iria o mais longe possível nas negociações para evitar o abismo, mesmo que eu descontentasse os meus eleitores", afirmou o ex-senador republicano George Voinoch, que impôs políticas severas de redução da dívida quando governou Ohio, nos anos 90, e a cidade de Cleveland, na década anterior.

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2012 | 02h02

"Se o acordo estiver bem encaminhado, as pessoas vão perceber que haverá condições melhores para futuras discussões. Se falhar, os próximos quatro a cinco meses serão um caos."

Segundo Elaine Karmarck, que atuou como conselheira do então presidente Bill Clinton nos anos 90 e hoje é especialista em reforma de governo na Kennedy School, há possibilidade de um corte mais profundo nos gastos sociais com prejuízo para os mais bem remunerados sem afetar os mais pobres.

A previdência e os programas de saúde são, ao lado da defesa, os principais responsáveis pelas despesas federais nos EUA.

"A razão para esses gastos serem tão imensos está no fato de que todo mundo recebe aposentadoria e, como aposentado, tem direito a saúde gratuita. Bill Gates tem direito à aposentadoria da mesma forma que sua secretária", afirmou, referindo-se ao fundador e presidente da Microsoft, o americano mais rico do mundo segundo a revista Forbes. / D.C.M.

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