JF DIORIO/ESTADÃO
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Risco de falta de energia cai para 4,9% em abril na região Sudeste

Segundo o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, o risco de racionamento no País é cada vez menor 

Eduardo Rodrigues, Agência Estado

08 de abril de 2015 | 12h22

Atualizada às 13h30

BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, adiantou nesta quarta-feira, 8, que o risco de falta de energia no sistema Sudeste/Centro-Oeste caiu de 6,1% no começo de março para 4,9% agora. Os dados geralmente são apresentados pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que se reunirá nesta tarde.

Para a região Nordeste, o risco de falta de energia continuou em 1,2%, segundo o ministro. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) admite um risco de déficit de até 5%.

"Isso é para mostrar que o sistema elétrico está com níveis bem melhores do que entramos em janeiro de 2015, quando diversos especialistas diziam que nosso sistema não seria capaz de vencer o desafio", disse Braga, em audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado.

Segundo o ministro, a possibilidade de racionamento de eletricidade no País é cada vez menor, a despeito de janeiro e fevereiro terem sido ruins em termos de chuva. Ele destacou que a queda no consumo de energia nos últimos meses no País tem ajudado a manter o equilíbrio estrutural do sistema elétrico. "A cada dia nos afastamos seguramente de qualquer possibilidade de racionamento", afirmou.

Ao apresentar dados do setor, Braga citou a entrada de 1.500 megawatts novos no parque nacional de geração entre janeiro e março deste ano. Ele também mostrou tabelas com dados sobre a situação dos reservatórios das hidrelétricas em 2001 e 2015.

"Mesmo com volume de água em reservatórios menor que em 2001, temos condições de garantir a oferta de energia. E aumentamos muito a capacidade de transmissão entre as regiões do País. Isso permite que volumes de energia sejam transferidos entre as regiões que têm ritmos hidrológicos distintos, ao contrário do que acontecia em 2001", completou.

Energia solar. Braga disse ainda que geração de energia solar por meio de painéis instalados sobre flutuadores em reservatórios de hidrelétricas pode ser usada como uma alternativa em momentos de menor quantidade de água disponível. "Com isso, aproveitaríamos linhas de transmissão e subestações existentes. A tecnologia existe há três anos e estamos fazendo testes e estudos", afirmou.

Depois de apresentar experiências internacionais, ele confirmou que a primeira usina brasileira que deve utilizar essa alternativa será a de Balbina, no Amazonas, um exemplo clássico de hidrelétrica de baixa eficiência, uma vez que gera pouca energia em relação ao tamanho da área de floresta alagada.

"Já a usina de Sobradinho (BA) poderia ser usada também porque extensão do reservatório é gigantesca. Se usarmos 1% da superfície para geração solar, será equivalente à energia gerada por uma nova usina, aproveitando equipamentos existentes e sem a necessidade de novas licenças ambientais para um novo empreendimento", completou. 

Petróleo. A 13ª rodada de leilão de exploração de petróleo e gás deve ocorrer somente no último trimestre de 2015, disse Braga. Até então, a previsão do governo era de que o certame ocorresse em algum momento do segundo semestre deste ano. Está prevista a licitação de áreas em terra e no mar, na camada pós-sal.

"Estamos discutindo com a presidente Dilma Rousseff as áreas que entrarão no certame e os blocos a serem licitados devem ser apresentados ao mercado ainda em abril".

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