Risco de guerra mantém mercado em alerta

A dúvida sobre quando vai começar a guerra no Iraque e as ameaças de Osama Bin Laden de promover novos atentados terroristas contra os Estados Unidos e países aliados continuaram sustentando a volatilidade das Bolsas em Nova York e, por tabela, do dólar doméstico. O dólar à vista encerrou acima do patamar de R$ 3,60, com alta de 0,64%, a R$ 3,605.O aumento da inflação para 2,23% apontado pela primeira prévia de fevereiro do IPC/Fipe (ante 2,19% do índice em janeiro) causou desconforto momentâneo, mas mexeu pouco com as cotações, segundo operadores. No mercado à vista, o dólar comercial oscilou 0,84%, entre a máxima de R$ 3,615 (+0,92%) e a mínima de R$ 3,585 (+0,08%). Neste mês, a moeda acumula ganho de 2,47% frente ao real e no ano, de 1,84%.Sem nenhum fato novo que representasse alguma mudança significativa nas expectativas, o mercado futuro de juros oscilou para cima e para baixo durante esta quarta-feira para encerrar o pregão projetando taxas mais elevadas em relação ao fechamento de terça-feira. "A expectativa continua sendo de elevação da Selic pelo Copom", explicou um operador. Na BM&F, no encerramento dos negócios, as taxas projetadas eram as seguintes: DI de julho, 27,71% (contra 27,65% na terça-feira); DI de abril, 26,52% (26,47%); DI de março, 25,87% (25,87%); e DI de maio, 26,97% (27,02%).O vencimento do Ibovespa futuro, na BM&F, animou um pouquinho o pregão da Bovespa desta quarta-feira. Houve pequenas manobras de última hora para puxar o índice, sobretudo em cima de Petrobras PN, que fechou em alta de 0,97%. O mercado continuou penalizado pela a suposta fita de Bin Laden ameaçando os norte-americanos e pelos alertas de Alan Greenspan sobre a fragilidade da economia dos Estados Unidos. O índice teórico paulista fechou estável e o volume financeiro somou R$ 656 milhões. As bolsas operaram em queda o dia todo em Nova York. Às 18 horas, o índice Dow Jones caía 0,90% e a Nasdaq recuava 0,89%.

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