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Risco de racionamento de energia está cada dia menor, diz ministro

Eduardo Braga disse que o Ministério de Minas e Energia tem recebido muitas propostas para investimentos no setor elétrico

Anne Warth, Eduardo Rodrigues e Fernanda Nunes, O Estado de S. Paulo

19 de março de 2015 | 16h12

BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse que a hipótese de que o País passe por um racionamento neste ano está "cada dia mais longe de nós". "O risco está cada vez menor", afirmou. Segundo ele, nos meses de janeiro e fevereiro, foram agregados 1 mil megawatts no sistema elétrico. Até o fim do ano, serão mais 5,4 mil MW. 

Braga disse que o Ministério de Minas e Energia tem recebido muitas propostas para investimentos no setor elétrico. No leilão de fontes alternativas, para eólicas e biomassa, o ministério recebeu 570 projetos e quase 15 mil megawatts. "Obviamente vamos ter uma disputa entre eles para que possamos contratar aquilo que está no edital", afirmou. No leilão A-5, foram recebidos 91 projetos de hidrelétricas, carvão mineral, gás natural e biomassa, somando quase 20 mil MW. No leilão A-3, foram recebidos 521 projetos. 

Haverá ainda dois leilões pra contratação de energia de reserva, em 14 de agosto e 13 de novembro, e um leilão A-1 regionalizado para a contratação de térmicas. "Isso é para mostrar que os nossos leilões continuam sendo bastante atrativos para a iniciativa privada", afirmou. 


Ano menos crítico. O ano de 2015 será tão crítico no segmento de geração de energia quanto foram 2014 e 2013, indicou hoje o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, ao falar a um público de especialistas no setor, em evento no Rio. O operador trabalha com a perspectiva de que no fim do ano, 10% da capacidade dos reservatórios das hidrelétricas estejam disponíveis para produzir eletricidade, um volume limite para evitar um racionamento.

O consumo só não será racionado, diz Chipp, porque a economia, nesse ponto está ajudando. Com a redução do ritmo da atividade, o crescimento da demanda em relação ao ano passado será de 0,8% e, segundo o diretor-geral do ONS, poderá ser até mesmo negativo dependendo do comportamento da economia nos próximos meses.

Somado a campanhas de uso racional da energia, lideradas pelo governo e entidades empresariais do setor, a perspectiva é de que a demanda cresça menos ainda, 0,2%. As projeções são preliminares e farão parte de estudo conjunto com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) que deve ser divulgado no fim de março.

Para ajudar a fechar a conta entre consumo e geração de energia neste ano, o ONS conta com a ajuda da Argentina e do Uruguai, que devem exportar eletricidade para o Brasil. As usinas térmicas a gás continuarão ainda a ser preponderantes no abastecimento, ao menos até abril do ano que vem, ao lado da geração hidrelétrica da Amazônia e eólica do Nordeste, informou Chipp. 

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