Risco de racionamento está afastado, garante Eletrobrás

O presidente da Eletrobrás, Aloísio Vasconcelos, afirma que não há risco de racionamento de energia nos próximos anos. Ele fez o comentário durante entrevista à Globo News, para rebater a afirmação de alguns empresários que temem o risco de um novo apagão, como em 2001. "Não há risco", salientou. "Até porque hoje, diferentemente daquela época, nós temos planejamento, nós temos estudos permanentes e temos um belíssimo programa de combate ao desperdício de energia", afirmou o presidente da Eletrobrás. Vasconcelos disse que embora o modelo atual seja o de levar energia barata para todos, o que aparentemente poderia desestimular investimentos, garantiu que ele deverá assegurar a continuidade do fornecimento. "Nós estamos gerando 56 mil MW, então não há nenhum problema", argumentou.Aloísio Vasconcelos aproveitou para lançar críticas ao governo Fernando Henrique Cardoso que, segundo ele, foi o responsável pelo apagão. "A diferença é o planejamento. Naquela época não existiu e isso foi a grande falha do governo passado", alfinetou o presidente da Eletrobrás. Ele enumerou diversas obras em execução que, segundo afirma, deverão garantir o fornecimento de energia nos próximos anos, como a Usina da Foz do Chapecó, Salto do Pilão e Estreito, na divisa entre o Maranhão e Tocantins. Além disso, ele previu bons resultados no próximo leilão de energia nova: "O leilão de energia feito recentemente sinaliza para bons resultados para o leilão de energia nova no fim do ano", acredita. "E, mais do que isso, há um equilíbrio agora entre a oferta e a demanda para 2006 e 2007. A partir de 2008, entram os 3.300 MW do Proinfa", ponderou Vasconcelos.O presidente da Eletrobrás propõe uma parceria com a iniciativa privada para complementar os investimentos necessários no setor, para atender à demanda futura. "Porque se o Brasil vai crescer 3,4%, a energia tem que crescer 5%. E nós estamos preparados para isso", frisou Vasconcelos. Ele destacou que o BNDES entrará com recursos para facilitar os investimentos. "O BNDES vai ajudar as empresas privadas a fazer conosco as parcerias: 51% (dos recursos) da empresa privada e 49% da Eletrobrás", disse. Além disso, ele afirmou que o câmbio poderá facilitar a captação de recursos externos de investidores. "E aí vamos para os novos projetos."Otimista com o desempenho da empresa, Aloísio Vasconcelos acha que a Eletrobrás deve se preparar para atuar no exterior. "Nós temos 44 anos de expertise; nós temos o que poucas empresas do mundo têm: experiência na construção de usinas, supervisão e controle de linhas, geração e principalmente eficiência", disse o presidente da empresa. Garantiu ainda que a empresa brasileira é uma das maiores e melhores construtoras de barragens do mundo. "É assim que nós queremos agora que a Eletrobrás entre na área internacional", justificou. "Depende só de uma lei que está sendo encaminhada ao Congresso Nacional."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.