Risco de vaca de louca no Brasil é mínimo, diz estudo

O Brasil deve apresentar em breve à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) uma avaliação de risco que mostra que a probabilidade do aparecimento da doença da vaca louca em território nacional é "insignificante". A avaliação foi encomendada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) à Safe Food Solutions Inc. (Safoso), empresa suíça com aval da OIE para fazer este tipo de trabalho. Como o período de incubação do príon (agente infeccioso) que provoca a doença é de sete anos, a recomendação da OIE é que se faça um levantamento de risco a cada período. Segundo Marcus Vinicius Pratini de Moraes, presidente da Abiec, esta é a primeira avaliação de risco de vaca louca realizada em todo o país. "O risco aqui é mínimo porque o boi é criado a pasto no Brasil, ao contrário da maioria dos países", afirma. O resultado da análise servirá como mais um motivo para a promoção da carne brasileira no exterior, afinal a vaca louca (encefalopatia espongiforme bovina) é uma das piores doenças dos bovinos. Os Estados Unidos, por exemplo, reduziram as exportações de carne em mais de 90% depois de registrarem um único caso da doença em 2003. Desde então, mais dois casos foram confirmados e apenas agora alguns mercados retomaram as compras da carne americana. Pesquisadores acreditam que a ingestão de carne contaminada pela vaca louca é a provável causa do mal de Creudtzfeld-Jacob, uma doença degenerativa para a qual não existe cura e que matou quase 200 pessoas no mundo.

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