Riscos para a Itália estão controlados no curto prazo, diz Roubini

Desafios estruturais, porém, são igualmente difíceis, afirma economista que acertou previsões sobre a recente crise financeira

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

26 de março de 2010 | 11h48

Os riscos para a Itália são menores do que os de outros países da zona do euro com fraca posição fiscal, mas seus desafios estruturais no longo prazo são igualmente difíceis, afirmou o economista Nouriel Roubini. "No curto prazo, os riscos para a Itália são menores", afirmou Roubini, conhecido por ter confirmadas suas previsões para a recente crise financeira e econômica.

 

A Itália tem uma elevada dívida pública, mas não implementou qualquer estímulo fiscal que colocasse as finanças públicas em trajetória de deterioração, disse. O país também obteve "grande progresso na eliminação de obrigações" relacionadas à previdência, acrescentou.

 

Mas os desafios de longo prazo, como o aumento no gap de produtividade com a Alemanha, são tão grandes para a Itália quanto para qualquer outro país, disse Roubini. Segundo ele, "há uma certa complacência na Itália". O país, assim como a Grécia e a Espanha, precisa embarcar em reformas estruturais ao estilo alemão, envolvendo contenção de salários e ampliação da produtividade, observou Roubini. O processo deve levar uma década para provocar resultado, acrescentou citando o caso da Alemanha, que apresentou fraco crescimento de 1996 a 2006.

 

Ontem, o vice-presidente do Banco do Povo da China (PBOC, banco central do país), Zhu Min, expressou preocupação com a Itália, em comentários sobre a crise fiscal na Grécia e na zona do euro. "A Grécia é apenas um caso, é a ponta do iceberg", disse Zhu. Segundo ele, "a principal preocupação hoje obviamente é a Espanha e a Itália". As informações são da Dow Jones.

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