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Ritmo de crescimento acumulado da arrecadação volta a desacelerar

No acumulado do ano até agosto, a alta na comparação com o mesmo período de 2010 foi de 13,26%. Já até setembro, a arrecadação acumulada cresceu 12,63%

Renata Veríssimo e Fabio Graner, da Agência Estado,

19 de outubro de 2011 | 15h05

O ritmo de crescimento acumulado da arrecadação federal voltou a desacelerar em setembro, atingindo o mesmo patamar de junho. O pagamento de impostos e contribuições federais cresceu, em termos reais, 12,63% de janeiro a setembro em relação ao mesmo período do ano passado. Até agosto, a alta acumulada era de 13,26%.

Segundo os dados da Receita Federal, o ritmo de crescimento estava decrescendo mês a mês até maio. Mas, a partir de junho, em função do Refis da Crise e de um pagamento extraordinário de CSLL pela Vale, no valor de R$ 5,8 bilhões, a arrecadação recuperou o vigor.

Segundo a secretária adjunta da Receita Federal, Zayda Manatta, o ritmo de crescimento da arrecadação federal deve continuar desacelerando até o final do ano, para atingir uma alta entre 11% e 11,5% - meta da Receita para este ano. "Percebemos que a curva está se aproximando dessa estimativa", afirmou ao comentar o resultado de setembro.

Ela afirmou que o principal fator para o aumento do pagamento de tributos é a maior lucratividade das empresas. A secretária destacou ainda o recolhimento atípico de R$ 5,8 bilhões em CSLL pela Vale e um forte ajuste na declaração de renda das empresas no primeiro trimestre de 2011.

"A lucratividade das empresas é o fator mais preponderante", destacou. Zayda disse que a Receita não espera uma desaceleração do mercado de trabalho. "Agosto teve crescimento menor, que refletiu em setembro, mas não dá pra dizer que é tendência", disse.

Texto ampliado às 15h55

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