Ritmo de expansão da construção civil diminui

O ritmo de expansão da construção civil diminuiu em setembro, segundo sondagem divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em uma escala em que valores acima de 50 pontos significam crescimento, o indicador ficou em 53,8 pontos no nono mês do ano, ante 56 pontos no mês anterior.

Eduardo Rodrigues / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2010 | 00h00

De acordo com o documento, "o resultado se deu pelo pior desempenho das médias e grandes empresas, que se mantiveram expandindo, mas de forma menos disseminada". Ainda assim, a atividade em setembro na construção civil ficou acima do usual para o mês. O indicador de nível de atividade efetivo em relação ao usual registrou 54,3 pontos.

O termômetro do aquecimento do setor, entre as grandes empresas, chegou a 57,4 pontos.

A sondagem também mostrou que o número de empregados na construção civil no terceiro trimestre do ano foi superior ao do segundo trimestre. A média do indicador entre julho e setembro foi de 56,2 pontos, um aumento nas vagas de trabalho 3,3 pontos superior ao do trimestre anterior. "Mais uma vez, o destaque foram as grandes empresas, com indicador em 59,7 pontos", apontou a CNI.

A falta de trabalhadores qualificados continuou sendo o principal problema apontado pelos entrevistados no terceiro trimestre, sendo citado por 64% dos empresários. O segundo problema mais lembrado foi a elevada carga tributária (58%), seguido pelo custo da mão de obra (30,2%).

O otimismo dos empresários também ficou menor em outubro. A expectativa quanto ao aumento da atividade recuou de 65,3 pontos, em setembro, para 60,8 pontos. Da mesma forma, a perspectiva quanto a novos empreendimentos caiu de 63,1 pontos para 61,2 pontos. Além disso, a estimativa para aumento de compras de insumos e matérias-primas diminuiu de 64,2 pontos para 59,9 pontos.

Com isso, a expectativa para novas contratações no setor também recuou na comparação com o trimestre anterior. O indicador ficou em 58,8 pontos ao fim do terceiro trimestre, patamar 5,7 pontos abaixo do registrado no trimestre anterior.

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