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Ritmo de expansão da economia tende a ser menos intenso, diz BC

Segundo a ata do Copom, o consumo tende a crescer em ritmo mais moderado do que o observado em anos recentes e os investimentos a ganhar impulso

Adriana Fernandes, Laís Alegretti, Victor Martins, Agência Estado

24 de julho de 2014 | 10h05

BRASÍLIA - O Banco Central reafirmou, na ata do Copom, que o ritmo de expansão da atividade doméstica tende a ser menos intenso este ano em comparação a 2013, e que, no médio prazo, mudanças importantes devem ocorrer na composição da demanda e da oferta agregada. No documento, no entanto, o BC troca o termo "aproximar" por "sugerir" ao se referir ao hiato do produto. 

"As taxas de expansão da absorção interna têm sido maiores do que as do PIB, mas que as evidências sugerem convergência", diz a ata. Nesse cenário, avaliou o BC, o consumo tende a crescer em ritmo mais moderado do que o observado em anos recentes e os investimentos a ganhar impulso.

O BC repete a avaliação de que o cenário de maior crescimento global, combinado com a depreciação do real, "milita" no sentido de torná-lo mais favorável ao crescimento da economia brasileira. O BC também manteve a avaliação de que "emergem" perspectivas mais favoráveis à competitividade da indústria, e também da agropecuária; e o setor de serviços tende a crescer a taxas menores do que as registradas em anos recentes. 

"É plausível afirmar que esses desenvolvimentos - somados a avanços na qualificação da mão de obra e ao programa de concessão de serviços públicos - traduzir-se-ão numa alocação mais eficiente dos fatores de produção da economia e em ganhos de produtividade", ressalta a ata. Para o BC, essas mudanças dependem do fortalecimento da confiança de firmas e famílias. 

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