Ritmo de expansão do Brasil é maior que o dos ricos

O Brasil apresenta uma taxa de recuperação econômica superior à dos países ricos. Mas vários países emergentes, principalmente da Ásia, têm mostrado crescimento superior ao brasileiro. Para praticamente todos, os sinais do segundo trimestre são de que a pior fase da crise ficou para trás. Na maioria das economias industrializadas, a recuperação ainda é tímida. Para analistas e até para o governo dos países ricos, a recuperação será lenta, mesmo diante dos pacotes de estímulo fiscal, que atingem US$ 2 trilhões.

AE, Agencia Estado

12 de setembro de 2009 | 07h58

A questão que se discute é o que ocorrerá com essas economias quando as "muletas" forem retiradas do paciente. "Hoje, a economia mundial é um paciente que sabe que anda com muletas sólidas, que são os pacotes de ajuda dos governos. O que ninguém sabe é o que ocorrerá quando essas muletas forem retiradas", disse o presidente do Banco de la Nación (banco central) Argentina, Martin Redrado. Isso porque, de fato, o crescimento dos países ricos tem sido mínimo. Enquanto o Brasil cresceu 1,9% no segundo trimestre, a Europa teve queda de 0,1%. Ontem, o Japão também anunciou que saiu da recessão, com expansão de 0,6% ante o primeiro trimestre e de 2,3% em ritmo anual. Exportações e consumo doméstico garantiram a retomada.

Nos Estados Unidos, a economia encolheu 1% no segundo trimestre. O Canadá, registrou ainda queda de 3,4% no segundo trimestre, em comparação com o mesmo período de 2008. Em junho, porém, os dados mostraram expansão de 0,1%. Mesmo assim, o resultado foi comemorado como o primeiro crescimento em 11 meses, depois de mais de US$ 60 bilhões em incentivos públicos. No primeiro trimestre, a queda havia sido de 6,1%, a maior desde os anos 60.

Do lado europeu, os dados também apontam que a tempestade já passou. As 16 economias da zona do euro encolheram 0,1% no segundo trimestre, quinto período de queda. O resultado foi melhor que o tombo de 2,5% no primeiro trimestre. Em relação ao segundo trimestre de 2008, a queda é ainda profunda, de 4,7%. O Reino Unido ainda apresentou entre abril e junho uma queda de 0,8%. Mas as indicações são de que a recessão terminará no atual trimestre. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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