RJ: maior incidência de impurezas na água

Testes realizados pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) na água fornecida à população do Rio, São Paulo e Paraná revelaram que o abastecimento dos fluminenses tem o pior índice de qualidade. Das 61 amostras colhidas em diferentes municípios do Rio, 42 estavam fora dos padrões exigidos pela Portaria do Ministério da Saúde 36/90. Em oito desses pontos foram encontrados coliformes fecais e totais (representa contaminação, mas não necessariamente no momento da coleta).Os resultados de São Paulo foram considerados satisfatórios pelo Idec: apenas duas amostras, entre 34, apresentaram irregularidades. O Idec colheu 24 amostras em bairros da capital (Grajaú, Butantã, São Miguel Paulista, Ipiranga e Itaim Paulista), cinco em Limeira, e cinco em Jundiaí. Apenas duas apresentavam irregularidades. Na capital, foi encontrado apenas 0,1 miligrama de cloro por litro numa casa.No Paraná, a situação foi classificada como crítica pelos técnicos do Idec. Das 25 análises feitas em Curitiba e região metropolitana do Paraná, sete estavam fora dos padrões da Portaria 36/90: duas por presença de coliformes fecais e totais, três por cloro abaixo do nível e duas por alteração de cor.O município do Rio concentrou o maior número de análises. Do total de 38 amostras, 34 não atenderam aos parâmetros do Ministério da Saúde. Um posto de saúde no Alto da Boa Vista apresentou índice de 16 partes de coliformes totais e 16 de coliformes fecais em 100 mililitros de água, quando os técnicos deveriam encontrar ausência total de bactérias.

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