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RJ tem 73% dos postos com preço acima da tabela

Cerca de 65% dos postos na capital paulista praticam preços de venda da gasolina acima do estipulado pelo governo como referência para o Estado (veja os valores no link abaixo). No Rio, este porcentual é ainda maior: 73% dos postos estão com preços acima da tabela de referência divulgada ontem pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Os números foram tirados da pesquisa semanal de preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que faz um levantamento do valor de venda do combustível em 373 dos 2,3 mil postos paulistanos e 240 dos 987 postos cariocas. O levantamento foi feito entre 18 e 24 de maio.Em São Paulo, foram encontrados apenas 127 postos com preços iguais ou abaixo dos R$ 1,9863 indicados pelo governo. No Rio, 65 postos vendiam a gasolina abaixo dos R$ 2,10 usados como referência pelo MME. Os preços mais altos registrados nas duas cidades foram de R$ 2,368 e R$ 2,299, respectivamente.Para o presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Rio de Janeiro (Sindicomb) José Luiz Mota Afonso, a adoção de uma tabela única por Estado não reflete a realidade do mercado de combustíveis. Segundo ele, o preço varia conforme a região onde o posto está instalado e os custos do revendedor, como IPTU e valor do terreno.Formação de preço é diferente para regiões distintasConcorrência e poder aquisitivo da clientela - e, conseqüentemente, os serviços prestados pelo revendedor - também contam na hora da formação do preço. De fato, segundo a pesquisa da ANP, os preços mais caros são cobrados em postos localizados em regiões nobres. Em São Paulo, o posto mais caro fica no Itaim Bibi. No Rio, está localizado na Lagoa Rodrigo de Freitas, Zona Sul da cidade.Afonso lembra que, apesar de o MME ter indicado um preço de R$ 2,10 por litro para o Rio, o governo estadual cobra ICMS sobre um valor de referência de R$ 2,27, onerando o revendedor com o pagamento de impostos sobre um valor maior que o cobrado. O preço médio de venda da gasolina no Estado é de R$ 2,161.O presidente do Sindicomb acrescenta que os postos com bandeira de grandes distribuidoras compram gasolina de seus fornecedores a preços entre R$ 1,95 e R$ 2,05. Por isso, conclui, se estes revendedores forem utilizar os R$ 2,10 sugeridos pelo governo, terão uma margem bruta muito reduzida. A pesquisa da ANP identifica, em São Paulo, um preço médio de venda da gasolina em R$ 2,008, ou 1,1% acima do preço sugerido pelo ministério, de R$ 1,986.

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