Roberto Azevêdo pede fim de impasse da Rodada de Doha

Os negociadores devem dar novo ânimo às negociações comerciais internacionais ou enfrentarão o risco de o comércio internacional retroceder a uma nova onda de protecionismo e acordos regionais, alertou o presidente da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, em seu primeiro discurso após assumir o comando da instituição, em 1º de setembro.

Agencia Estado

09 de setembro de 2013 | 11h08

"A percepção do mundo é de que nós nos esquecemos como negociar. A percepção é de paralisia", afirmou. Por isso, ele alertou para a importância da reunião ministerial de Bali, em dezembro. Azevêdo disse que as consequências de um fracasso em Bali seriam muito maiores do que as de um sucesso. "O futuro do sistema de comércio multilateral está em jogo", disse.

Uma das principais intermediações da OMC remete à Rodada de Doha, lançada em 2001, durante um encontro no Catar. O objetivo era elaborar um acordo global para abrir os mercados e remover barreiras comerciais, como subsídios e impostos excessivos.

Mais de dez anos depois, as conversas continuam longe de um desfecho. Países e regiões como China, Índia, EUA e União Europeia discordam sobre o quanto cada um pode ceder e o quanto cada um receberá em troca. "O mundo não vai esperar pela OMC indefinidamente. Ele seguirá adiante e chegará a escolhas que não serão tão eficientes ou serão inclusivas", alertou Azevedo.

O novo presidente da OMC disse que o sistema de comércio multilateral continua "de longe" como a melhor defesa contra o protecionismo e ainda é a maior força impulsionadora do crescimento, da recuperação e do desenvolvimento. No momento, União Europeia e EUA estão negociando um acordo de livre comércio. Os norte-americanos também negociam um acordo com 12 países do Pacífico. Fonte: Dow Jones Newswires.

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