Roberto Carlos cria incorporadora e se lança no mercado imobiliário de SP

O 'rei' apresentou na quinta-feira o primeiro projeto de sua incorporadora, a Emoções, um prédio de 40 andares na Avenida Juscelino Kubitschek, em São Paulo; empreendimento terá 266 unidades residenciais e 80 unidades comerciais

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2011 | 00h00

Além do horizonte existe um lugar. Sim, existe, mas custa em média R$ 18 mil o m², e, para usufruir dele, o comprador ainda terá de enfrentar uma filinha. Trata-se do primeiro empreendimento imobiliário do "rei" Roberto Carlos, o Horizonte Home and Office, aquele que será o maior prédio da paisagem da Avenida Juscelino Kubitschek, em São Paulo.

Roberto lançou seu primeiro voo solo na área imobiliária na noite de quinta-feira noite, num coquetel regado a champanhe Veuve Clicquot, em São Paulo. O luxuoso edifício de 40 andares na Avenida JK é o primeiro da Emoções Incorporadora, do próprio Roberto, que tem como sócios a AAM Incorporadora e a Toledo Ferrari. Haverá lofts de 113 m², 107 m², 80 m², 66 m² e 54 m².

Elevadores inteligentes, dry wash nas garagens, fitness center, piscinas cobertas, restaurante e cabeleireiro. As vantagens são as de quase todo empreendimento de alto padrão na capital atualmente. O diferencial é mesmo a assinatura do Rei, que terá um apartamento no local.

A procura já é grande: a maior parte das 266 unidades residenciais e das 80 unidades comerciais já estão reservadas. São 8 apartamentos por andar. O industrial Antonio Trofa e sua mulher Maria Cristina, ambos de 49 anos, estão entre os que já reservaram. "Ele não iria colocar o nome dele numa coisa que não fosse idônea", disse Antonio.

O terreno foi adquirido há quatro anos, e o prédio deverá ser comercializado por um batalhão de 500 corretores nos próximos dias. A esquina da JK com a Faria Lima já abriga hoje cerca de 1,2 milhão de m² de escritórios de alto padrão. "Estou realizando hoje um sonho que alimento há muitos anos. Um edifício com nome de uma música minha, que a gente espera que se repita em outros empreendimentos", disse Roberto. O edifício deverá estar pronto em dois anos, um investimento de R$ 200 milhões.

Superstição. Por conta das superstições do cantor, ele está tentando que os blocos não tenham o 13.º andar (pularia do 12.º para o 14.º), mas a Prefeitura não está permitindo. O número 13 não é o único empecilho - a própria mania perfeccionista do cantor faz com que detalhes do projeto (do arquiteto Itamar Berezin) sejam mudados a todo instante. "Mas ele (Roberto) já está fazendo shows no dia 13", disse o empresário do artista, Dody Sirena.

Roberto lançou o empreendimento com seus sócios, para convidados, e cantou duas músicas: Além do Horizonte e Emoções. "Sempre gostei de arquitetura e engenharia. Lá em Cachoeiro, eu disse para minha mãe que queria ser caminhoneiro. Depois, cantor ou engenheiro", contou. Depois, passeou com fãs e jornalistas por apartamento decorado por ele. O prédio mistura um bloco comercial, de 15 andares, e o residencial de 40 andares.

"Estamos estreando, e queremos repetir esse modelo em todas as capitais", disse Dody Sirena, também sócio do empreendimento. Roberto coloca sua imagem e sua obra à serviço do negócio. Francisco Lopes, da Lopes Imobiliária, dispôs um exército de 500 corretores para comercializar unidades. "Não poderíamos estar em melhor companhia: junto com o Rei", afirmou Lopes.

Além de Roberto, que terá apartamento no local, o empresário Ricardo Young, a AAM e a Toledo Ferrari já são donos de coberturas. A Jones Lang LaSalle será a administradora. "São tantas comissões", brincou um fã sarcástico presente ao evento.

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