Roberto Rodrigues recebe homenagem na Alemanha

Como representante do governo brasileiro, o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues participa desde a última segunda-feira do Encontro Econômico Brasil-Alemanha promovido pela câmara. Ele recebeu nesta terça-feira o Prêmio Personalidade Brasil-Alemanha 2006. É a primeira vez que uma liderança do setor agrícola recebe o prêmio da câmara, que é voltada para a indústria.Homenageado na Alemanha, o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues voltou a defender o setor que representava. "Eu dediquei minha vida inteira à defesa da agricultura, não só porque amo essa atividade como também porque sei que não há calça jeans sem algodão, não há pneu sem seringueira, não há etanol sem cana, não há flores como essas que nos enfeitam a vida sem a agricultura", afirmou. "A agricultura garante a vida e cultivar os netos é a única prova real de que a eternidade existe", completou Rodrigues. Segundo a assessoria de imprensa do ministério, o secretário de Estado para Economia e Tecnologia da Alemanha, Bernd Afaffenbach, ressaltou, em discurso, o trabalho feito por Rodrigues quando o ex-ministro estava à frente da pasta. O secretário destacou o empenho do ex-ministro ao atrair as atenções para o agronegócio do Brasil. Segundo Afaffenbach, Rodrigues é um profundo conhecedor dos assuntos de seu setor e há muito tempo é um grande defensor de uma maior aproximação entre o Brasil e a Alemanha. Produção de etanol Na avaliação do ex-ministro, o Brasil tem condições de aumentar de forma "exponencial" a produção de cana-de-açúcar e etanol. A área plantada com cana atualmente é de 2 milhões de hectares, mas existe o potencial de incorporação de outros 22 milhões de hectares que são hoje ocupados com outras culturas. Ele disse que a ampliação da área plantada com cana será viabilizada sem devastar a Amazônia. Rodrigues foi nomeado representante do governo brasileiro para participar do encontro. Ele contou que o cultivo de cana está avançando principalmente sobre áreas de pastagem e de laranjais no Centro-Sul do País. O ex-ministro explicou que existem razões econômicas e técnicas que inviabilizam a produção de cana na Amazônia. "Primeiro, porque é muito distante dos centros de consumo e de exportação; segundo, porque a cana não passa de um bambu cheio de açúcar e como chove todos os dias naquela região, a cana não consegue concentrar sacarose. Ou seja, não existe nenhuma chance de haver desmatamento na Amazônia para produzir cana", disse."Hoje os biocombustíveis são percebidos não mais como uma ameaça, mas como uma possibilidade de prorrogação do império do petróleo", disse Rodrigues. O ex-ministro destacou ainda a importância do H-Bio, nova tecnologia de produção de biodiesel desenvolvida pela Petrobrás, que está sendo considerada uma revolução em matéria de energia. Essa tecnologia consiste em misturar óleo vegetal bruto ao óleo cru, com várias vantagens sobre o processo tradicional, entre elas a de evitar a formação de glicerina. As informações são da assessoria de imprensa do ministério.

Agencia Estado,

11 de julho de 2006 | 18h21

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