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Roberto Setubal prevê aumento do fluxo de dólares para o Brasil

Para banqueiro, juro mais baixo pode reforçar atratividade do País, por garantir um cenário de menor inadimplência

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2011 | 03h04

O agravamento da crise na Europa e nos Estados Unidos e a remuneração mais atraente dos mercados emergentes deverá estimular o fluxo mais intenso de capitais para os países em desenvolvimento. Em uma recente revisão de suas estimativas, o Instituto Internacional de Finanças (IIF) calculou um fluxo de US$ 1,053 trilhão para os emergentes neste ano e de US$ 1,084 trilhão, em 2012. No ano passado, foi de US$ 1,009 trilhão.

A China deverá atrair neste ano US$ 271 bilhões - ou 25,7% do total do fluxo de capitais para os emergentes - e US$ 268 bilhões em 2012. Embora os dados sobre o Brasil não estejam explícitos, o IIF considera inevitável o País continuar a receber uma boa fatia desses investimentos, como nos últimos dois anos.

Segundo Roberto Setubal, presidente do Itaú e membro da direção do IIF, o Brasil "não precisa fazer nada especialmente" para continuar a ser um dos principais receptores de capitais.

A redução da taxa básica de juros daria um reforço nos fluxos para o Brasil, por garantir um cenário de menor inadimplência, afirmou Setúbal. Ao contrário do que diz o Fundo Monetário Internacional (PIB), o banqueiro brasileiro não vê risco de bolhas de crédito no País e nem de contínua desvalorização do real.

No mesmo tom da equipe econômica do governo, Setubal mostrou-se confiante nos bons resultados fiscais prometidos para 2012 e no cumprimento com folga das metas para as contas públicas neste ano.

Com o mesmo grau de otimismo, o banqueiro afirmou não haver risco de contágio direto do sistema bancário brasileiro pela crise no setor financeiro europeu. Em especial, por causa da pequena exposição das instituições do Brasil aos ativos de risco da zona do euro.

Indiretamente, acrescentou ele, os bancos brasileiros podem ser afetados pela queda no crescimento da economia mundial, com possível baixa na cotação das commodities.

Socorro. O IFF reforçou ontem o coro do FMI e dos países do G-20 (grupo das economias avançadas e emergentes) em favor da execução do acordo de socorro às economias mais vulneráveis da zona do euro. O compromisso foi fechado em Bruxelas no dia 21 de julho e ainda não foi aprovado pelos parlamentos de todos os 17 países da região.

Josef Ackermann, presidente do Deutsche Bank, disse que o socorro é "crucialmente importante" para evitar uma crise mais profunda, com reverberações para o resto do mundo. Entretanto, alertou não ser aconselhável o aumento da participação dos bancos privados, além do comprometido em julho, no socorro. O acordo permitiria a reforma no Fundo Europeu de Estabilização Financeira, para garantir sua ajuda adicional à Grécia, em especial, e a outros países em risco de calote da dívida soberana. / D.C.M.

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