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Rodada Doha: ansiedade é péssima conselheira

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Sonia Racy, sonia.racy@grupoestado.com.br, O Estadao de S.Paulo

26 de setembro de 2007 | 00h00

Apesar da coleção de fracassos, até agora a OMC ainda não desistiu de levar adiante a Rodada Doha. Mais do que isso. Ao contrário do sentimento geral, estão conseguindo ver, por lá, ''''indícios animadores'''' de que, afinal, os 151 países poderão chegar a um acordo. O novo prazo dado é outubro, quando, acreditam, vão conseguir publicar um ''''rascunho revisado'''' do futuro acordo, e convocar uma reunião de ministros. Difícil é encontrar quem, realmente, acredite nessa possibilidade, baseada, sobretudo, num anúncio feito na semana passada pelos EUA, de que estavam dispostos a cortar os subsídios dentro dos valores propostos pela OMC: um teto entre US$ 13 bilhões e US$ 16,4 bilhões por ano.O ministro Celso Amorim, que ontem acompanhou o presidente Lula no encontro que teve com o presidente George W. Bush, em Nova York, mostrou otimismo com a possibilidade de flexibilização da posição americana, que teria como contrapartida uma maior abertura do setor industrial brasileiro. O consultor Pedro de Camargo Neto, porém, não compartilha, de forma nenhuma, dessas expectativas positivas de Amorim. ''''A ansiedade do ministro é péssima conselheira para uma negociação'''', argumenta. E apresenta alguns motivos concretos para sua crença de que a conversa do ministro é apenas ''''para a torcida''''.Lembra que o Congresso americano está votando uma nova lei agrícola completamente incompatível com Doha. É certo que se prevê uma redução - de US$ 92 bilhões para US$ 70 bilhões, até 2013 - do volume de recursos destinados à produção de commodities, os que mais afetam as exportações brasileiras. Só que estão elevando o dinheiro destinado à compra de alimentos. Com isso, dizem os especialistas, o total do apoio do governo dos EUA ao seu setor agrícola vai somar US$ 296 bilhões.Outro motivo de descrença, segundo Camargo Neto, está no fato de o presidente Bush não contar mais com o fast track, ou seja, não tem mais autorização do Congresso para negociar acordos comerciais. Ele até pode tentar uma renovação, mas isso não parece provável uma vez que 2008 é ano de eleição nos EUA e ela já está afetando praticamente todas as decisões da Casa Branca.Mesmo pessimista em relação a Doha, porém, Camargo Neto continua acreditando num futuro positivo para o Brasil na área agrícola, ''''que independe de Doha e desta negociação, que é muito modesta.''''IMPRESSÃO DIGITAL Roger Agnelli, da Vale do Rio Doce, acaba de chegar de Carajás, onde capitaneou uma reunião da diretoria para discutir os planos de investimento da empresa. E voltou chocado ao observar, no trajeto entre as cidades de Marabá e Paragominas, o avanço do desmatamento no Estado do Pará: ''''Só vi fumaça, fumaça e mais fumaça'''', lamentou. ''''Estão queimando pastos e invadindo nossas reservas.''''Como faz todos os anos, a Vale está emprestando gente, helicópteros e aviões para ajudar a combater os incêndios fora da sua área, além de proteger os 2,2 bilhões de árvores de sua reserva. Mesmo assim, o estrago está sendo enorme.NA FRENTENOVA CASACom o fim da quarentena, o ex-BC Rodrigo Azevedo decidiu.Aceitou convite para ser sócio de André Jacurski e Arlindo Vergaças, na JGP Investimentos.A QUE VEM?Hoje, na BM&F, serão leiloados 800 mil toneladas de créditos de carbono, gerados pelo aproveitamento do gás metano do Aterro Bandeirantes, que recebe metade do lixo de São Paulo. Mas apareceu uma ONG, que se intitula ''''defensora da água'''', que promete não deixar o leilão acontecer, alegando que a solução para o lixo é acabar com o lixo.Como, não explicam. E ignoram que o biogás gerado deixa de poluir, transformando-se em energia e gerando créditos de carbono.TREVASOs investidores lamentam. O próximo leilão de energia, que se realiza em outubro, não vai trazer novas usinas.O governo não conseguiu as devidas licenças ambientais.VOZESO Brasil e os EUA, por meio de suas respectivas câmaras, vão promover, dia 10 de outubro, um encontro com CEOs de empresas americanas e brasileiras para debater sobre a bitributação e a Rodada Doha.É a iniciativa privada pretendendo colaborar com o governo.BATOMChristina Carvalho Pinto, da Full Jazz e da Plataforma Multimídia Mercado Ético, e Mônica Carvalho, diretora de RH do Banco Real, falam hoje sobre ''''Sustentabilidade: Negócios e Comunicação na Berlinda''''.Em evento do Grupo de Mulheres Líderes Empresariais (Lidem), presidido por Chieko Aoki.CAIU NA REDEA Semana do Pescado, inventada pelo governo federal, está tendo adesão dos consumidores. Segundo o Grupo Pão de Açúcar, com uma semana de campanha, as peixarias dos supermercados e hipermercados da empresa registram alta de 20% nas vendas.E, diante da boa performance, o Extra Aeroporto recebe hoje a visita do ministro da Pesca, Altemir Gregolin.VAI ENTENDERMais um dia suíço ontem nas bolsas brasileiras.

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