Rodrigues alerta sobre necessidade de crédito para agricultura

O ministro da Agricultura Roberto Rodrigues alertou hoje que a pasta não tem mais recursos para bancar políticas de apoio à comercialização da safra agrícola. Em audiência no Senado Federal, ele disse que o Ministério precisa ter pelo menos mais R$ 1 bilhão para operações oficiais de crédito. "Sem isso não conseguiremos atender à demanda que será grande neste ano. Não temos como apoiar a comercialização". Ele informou que orçamento para a política de apoio à comercialização foi de R$ 500 milhões em 2005 e que o pedido era R$ 2 bilhões.O ministro destacou também que a produção agrícola do país crescerá nos próximos anos em áreas de Minas Gerais, Goiás, Matos Grosso do Sul e Paraná. "O avanço não acontecerá em regiões da fronteira agrícola ou da Amazônia", disse o ministro em sua apresentação na audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado, que acontece hoje. Rodrigues citou dados que mostram que, nos próximos 15 anos, 30 milhões de hectares hoje destinados à pastagem irão para a agricultura. O ministro também citou um estudo da multinacional Bunge que projeta que em 10 anos a produção agrícola do País deve crescer mais de 60 milhões de toneladas para atender a demanda mundial por alimentos. Rodrigues garantiu que o País atenderá essa demanda adicional e que parte dos 220 milhões de hectares destinados a pastagens hoje no País serão ocupados por lavouras. Rodrigues lembrou que a produção agrícola nos últimos 15 anos cresceu 113% e que a área plantada em igual período cresceu 28%. "O crescimento poderia chegar a 125%, mas a seca que castigou a região sul, principalmente no Rio Grande do Sul, impediu que chegasse nesse percentual", disse.importância do setorAo dar início a sua apresentação na comissão, Rodrigues lembrou que o agronegócio é responsável por 37% dos empregos no Brasil, 34% do PIB e por 43% das exportações. Ele lembrou também que o complexo soja é o principal item da pauta das exportações. O ministro disse também que a União Européia é o principal destino dos produtos agrícolas do País, com 35% das compras. Os EUA ocupam a segunda posição com 15%. A China, lembrou o ministro, tem aumentado sua participação e responde por 7,2% das exportações do agronegócio.

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