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Rolls-Royce é acusada de pagamento de propina em contratos no Brasil

Investigação também aponta pagamentos ilegais em ao menos outros onze países

O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2016 | 20h20

A britânica Rolls-Royce está sendo acusada de pagamento de propina em contratos em pelo menos 12 países diferentes, incluindo o Brasil, segundo o jornal inglês The Guardian e a rede BBC.

Segundo a reportagem, a companhia é investigada por agências anticorrupção no Reino Unido e nos EUA por usar uma rede de agentes que ajudaram, de forma irregular, no fechamento de vários negócios lucrativos. A investigação é baseada em testemunhos de funcionários e documentos que foram vazados, afirmam as publicações.

A Rolls-Royce está colaborando com procuradores brasileiros por suposto pagamento de propina em um contrato de US$ 100 milhões para o fornecimento de equipamentos para plataformas da Petrobrás. Um dos executivos envolvidos é Pedro Barusco, ex-gerente de engenharia da estatal e delator da Lava Jato, que informou a procuradores ter recebido pelo menos US$ 200 mil, segundo documentos obtidos pela BBC. O grupo, que fabrica equipamentos como turbinas e motores para aviões, tem valor de mercado estimado em £ 13 bilhões.

Um porta-voz da Rolls-Royce disse ao Guardian que a empresa não comenta questões específicas, mas que está cooperando com as autoridades

“Preocupações sobre propina e corrupção envolvendo intermediários ficam sujeitas às investigações do Serious Fraud Office (SFO, organismo inglês que investiga fraudes consideradas complexas) e outras autoridades”, afirmou o porta-voz ao jornal.

A empresa também é suspeita de pagamentos ilegais na Índia, China, Indonésia, África do Sul, Angola, Iraque, Irã, Casaquistão, Azerbaijão, Nigéria e Arábia Saudita.

Crime. A investigação da SFO sobre os contratos da Rolls-Royce veio a público em 2012, quando a empresa anunciou que o órgão havia pedido informações sobre práticas suspeitas na Indonésia e na China. No ano seguinte, a agência informou que havia aberto uma investigação criminal em relação a supostas práticas de suborno e corrupção. Em 2014, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou que havia aberto sua própria investigação sobre o caso.

Este ano, a SFO iniciou uma outra investigação sobre a relação entre a Rolls-Royce e a Unaoil, empresa baseada em Mônaco e que foi acusada de usar suborno para ganhar contratos em vários países para diversas multinacionais. A Unaoil negou qualquer prática de corrupção em seus negócios com a Rolls-Royce. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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