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Rolls-Royce e McLaren desembarcam no Brasil

As marcas britânicas terão representação oficial no País, para disputar um mercado em ascensão, que movimenta menos de 200 unidades por ano

CLEIDE SILVA, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2011 | 03h04

O seleto grupo de marcas que oferecem carros a preços acima de R$ 1 milhão ganhará dois novos membros. A britânica Rolls-Royce, uma das preferidas entre chefes de estado, membros da realeza e estrelas de cinema de várias partes do mundo chega ao Brasil para disputar um mercado de menos de 200 automóveis por ano, mas em ascensão. Outra britânica, a McLaren, também está prestes a entrar no País.

É a primeira vez que a centenária Rolls-Royce terá representação oficial na América do Sul. Além do Brasil, será inaugurada uma revenda no Chile. No País, a fabricante alemã BMW, dona da marca desde 1998, escolheu o grupo Via Italia, importador oficial da Ferrari, Maserati e Lamborghini, para distribuir também os modelos da marca britânica a partir de março.

"Minha intenção era ter vindo para o Brasil antes, mas só agora conseguimos concretizar o projeto", diz o presidente mundial da Rolls-Royce, Torsten Müller-Ötvös. Ele ressalta o crescimento da economia brasileira, que tem alçado número maior de consumidores para a classe de elevado poder aquisitivo. "Aqui no Brasil todos os segmentos de luxo estão crescendo, das joias aos relógios e helicópteros."

Inicialmente, a marca espera vender entre 10 e 15 modelos Rolls-Royce por ano no País. O modelo mais em conta, o Ghost - mostrado ontem em São Paulo -, vai custar entre R$ 2 milhões e R$ 2,2 milhões. O mais caro, o Phantom conversível, a partir de R$ 2,9 milhões ou R$ 3 milhões, informa Francisco Longo, presidente da Via Italia. Nos EUA, o Ghost custa US$ 300 mil.

Os preços, segundo Longo, já incluem a alta de 30 pontos porcentuais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros importados que entrará em vigor em meados de dezembro. Se não fosse a mudança na alíquota, os preços seriam em média 20% mais baixos. Longo abrirá uma loja da marca na região da avenida Europa, na capital paulista, onde estão as demais revendas do segmento.

Puro prazer. Para Longo, a alta do IPI atrapalha o mercado de luxo por algum tempo, mas, passado o susto, ele acredita que os consumidores "acabam se acomodando". Na visão de Müller, o cliente não compra um Rolls-Royce "porque precisa de um carro, mas por puro prazer".

Já a McLaren inicialmente chegará ao mercado por meio do grupo independente Mejestik, por cerca de R$ 2 milhões. A loja na avenida Europa já tem encomendas, informa Jay Halliden. Hoje, a marca tem capacidade para produzir 1 mil unidades ao ano.

A Rolls-Royce vende no mundo todo 3 mil carros ao ano. No Brasil, vai concorrer com Ferrari (modelos de R$ 1,35 milhão a R$ 2,5 milhões), Lamborghini (R$ 1,3 milhão a R$ 1,5 milhão), Aston Martin (R$ 1,35 milhão), Bentley (R$ 1,3 milhão), Porsche (R$ 1,1 milhão) e McLaren. Segundo Longo, as marcas Ferrari, Lamborghini e Maserati vão vender 100 unidades este ano.

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