André Dusek/AE
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Rombo nas contas de 2016 pode ser maior que R$ 150 bilhões, diz líder do PSDB

Segundo o senador Cássio Cunha Lima, Temer afirmou que o governo só vai anunciar medidas depois de um 'diagnóstico completo do desajuste fiscal'

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2016 | 13h25

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), afirmou nesta quarta-feira, ao deixar a reunião com o presidente em exercício Michel Temer, que o peemedebista pretende inaugurar nova relação com o Congresso. Em reunião do Palácio do Jaburu, Temer teria dito que a PEC da Desvinculação de Receitas da União (DRU) deve ser votada ainda hoje e que o objetivo é colocar em votação a revisão da meta fiscal até semana que vem.

"Nós falamos dessa nova meta fiscal, que deverá ser votada até a quarta-feira da próxima semana, provavelmente na terça feira. E também a votação da DRU, que já se encontrava na pauta do senado federal", afirmou.

Ele ressaltou que o governo só vai anunciar medidas depois de um "diagnóstico completo do desajuste fiscal". "O déficit é muito maior do que o pior sentido que imaginávamos", afirmou. Segundo ele, o déficit previsto atualmente de R$ 96 bilhões deve ser revisado para algo em torno de R$ 150 bilhões. "É a estimativa, mas pode ser menor ou ainda maior", disse.

O tucano afirmou que o governo Temer estará empenhado em dar transparência aos números das contas públicas e que é preciso "fazer um inventário da herança maldita e denunciar boicotes". "Situação fiscal é mais grave do que se imagina e será explicitada para a população", disse.

Segundo o senador, durante a reunião com Temer, não se falou especificamente de aumento da CPMF. "Mas sabemos que existe resistência a aumento de impostos", disse. Cunha Lima afirmou ainda que Temer ainda está no início do governo e que o momento é de cautela em anúncios. "Alguns ministros se precipitaram, não é momento de se perder pela língua", afirmou.

Liderança. Cunha Lima afirmou que a questão da escolhas das lideranças no Congresso não foi tratada no encontro e que trata-se de "uma prerrogativa do presidente". Entre os nomes cotados para assumir a função no Senado está o de Ana Amélia (PP-RS) e Simone Tebet (PMDB-MS).

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