ABr/Divulgação
ABr/Divulgação

Rombo nas contas externas é recorde e BC eleva projeção de déficit

Déficit em conta corrente somou US$ 9,3 bilhões em novembro, o maior já registrado no mês; projeção para rombo em 2014 passou de US$ 80 bilhões para US$ 86,2 bilhões

Laís Alegretti, Victor Martins, O Estado de S. Paulo

19 Dezembro 2014 | 10h45

O rombo nas contas externas em novembro foi de US$ 9,333 bilhões, mais do que o previsto para o mês pelo Banco Central (US$ 8 bilhões). Foi também o maior déficit já registrado no mês na série histórica do BC. O resultado ficou dentro das previsões coletadas pela AE Projeções, da Agência Estado, mas bem próximo da projeção mais pessimista. Em novembro de 2013, o resultado havia ficado negativo em US$ 5,101 bilhões. 

De janeiro a novembro, o déficit em conta corrente está em US$ 80,030 bilhões, o que representa 3,98% do Produto Interno Bruto (PIB). Com isso, o BC elevou a projeção para o déficit em conta corrente neste ano de US$ 80 bilhões para US$ 86,2 bilhões. Em 2015, a autoridade monetária projeta um rombo de US$ 83,5 bilhões. 

O chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, afirmou que o desempenho da balança comercial se destacou em novembro e que vem mostrando resultados negativos e crescentes. "Quando falamos de transações correntes e a diferença em relação a novembro de 2013, a perda da balança comercial explica boa parte disso. A diferença da balança comercial é de US$ 4 bi de novembro deste ano para novembro do ano passado", disse, comparando o saldo negativo do mês passado com o déficit em conta corrente de US$ 5,101 bilhões em novembro de 2013.

Maciel disse, ainda, que a queda dos preços de commodities nos últimos meses impactou a balança comercial. "Também se observa nos últimos meses uma queda expressiva dos preços de algumas commodities importantes, como minério de ferro, soja, milho", disse. Ele acrescentou que, na queda de 6,1% nas exportações entre janeiro e novembro, 4,5 pontos porcentuais se devem à baixa dos preços.

Investimento estrangeiro. Os Investimentos Estrangeiros Direto (IED) somaram US$ 4,644 bilhões em novembro, resultado que ficou bem abaixo dos US$ 8,334 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. O resultado do mês passado ficou acima da estimativa apresentada por Maciel, de US$ 4 bilhões.

No acumulado do ano até o mês passado, o IED soma US$ 55,845 bilhões, o equivalente a 2,78% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período do ano passado, o IED acumulado era de US$ 57,520 bilhões (2,79% o PIB). No últimos 12 meses até novembro, o IED está em US$ 62,321 bilhões, o que corresponde a 2,85 % do PIB. 

Mais conteúdo sobre:
Banco CentralMercado Financeiro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.