Rombo nas contas externas em 2016 é o menor em nove anos

Rombo nas contas externas em 2016 é o menor em nove anos

Com ajuda da balança comercial, Brasil encerrou 2016 com déficit de US$ 23,5 bilhões nas transações com os demais países

Fabrício de Castro, Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2017 | 11h13

O Brasil encerrou 2016 com um déficit em conta corrente de US$ 23,507 bilhões, informou nesta terça-feira, 24, o Banco Central. Este é o melhor resultado anual desde 2007, quando a conta corrente do País ficou positiva em US$ 408 milhões.

O resultado do ano passado ficou pior que a mediana negativa de US$ 22,300 bilhões apontada pelo levantamento realizado pelo Projeções Broadcast com 22 instituições, que ia de um déficit de US$ 22,6 bilhões a déficit de US$ 19,0 bilhões. A estimativa do BC era de que o rombo externo de 2016 atingisse US$ 22,0 bilhões. Para 2017, a instituição projeta déficit de US$ 28,0 bilhões.

O déficit de transações correntes em 2016 representa 1,30% do Produto Interno Bruto (PIB).

Já a balança comercial registrou um saldo positivo de US$ 45,037 bilhões em 2016, enquanto a conta de serviços ficou negativa em US$ 30,449 bilhões. A conta de renda primária também ficou deficitária em US$ 41,055 bilhões. No caso da conta financeira, o resultado ficou no vermelho em US$ 16,197 bilhões.

Em dezembro, o resultado das transações correntes ficou negativo em US$ 5,881 bilhões. Este déficit representa o pior resultado para o mês desde dezembro de 2014, quando somou US$ 11,654 bilhões. O BC projetava para dezembro um déficit em conta de US$ 4,2 bilhões.     

 

O resultado do mês passado ficou pior que a mediana negativa de US$ 4,500 bilhões apontada pelo levantamento realizado pelo Projeções Broadcast com 26 instituições, que ia de um déficit de US$ 4,8 bilhões a déficit de US$ 900 milhões. 

 

A balança comercial registrou um saldo positivo de US$ 4,203 bilhões em dezembro, enquanto a conta de serviços ficou negativa em US$ 3,382 bilhões. A conta de renda primária também ficou deficitária em US$ 6,979 bilhões. No caso da conta financeira, o resultado ficou no vermelho em US$ 5,748 bilhões. 

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