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Romênia vai reafirmar compromisso com FMI, diz premiê

Bucareste, 28 - O novo primeiro-ministro da Romênia, Victor Ponta, disse neste sábado que vai reafirmar sua intenção de manter o compromisso com as reformas estabelecidas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). "Haverá uma reunião na segunda-feira com o FMI e o atual ministro das Finanças, assim eles verão que há continuidade. Também apresentaremos nosso plano de governo na semana que vem", afirmou Ponta na cidade de Brasov.

Agencia Estado

28 de abril de 2012 | 14h56

O presidente romeno Traian Basescu nomeou Ponta para assumir no lugar de Mihai Razvan Ungureanu, cujo governo de centro-direita caiu na sexta-feira após uma moção não-confidencial da oposição criticando seus planos de privatização. Basescu foi rápido em acalmar o mercado, dizendo: "Não aconteceu nada dramático hoje, é a democracia", acrescentando que não havia "razões para pânico nos mercados financeiros".

O governo de Ungureanu caiu quando especialistas do FMI e da União Europeia (UE) estavam em Bucareste para conduzir uma revisão das reformas econômicas da Romênia. Sob um acordo concluído em março de 2011, Bucareste concordou em controlar os gastos públicos e privatizar várias empresas de energia do país.

O FMI e a UE disseram que vão continuar seu trabalho técnico com autoridades romenas e voltar a Bucareste para retomar discussões formais com o novo governo quando ele for estabelecido. "Acreditamos que a Romênia vai continuar a observar seus compromissos de política econômica com seus parceiros internacionais", disse o FMI em nota. "Uma política macroeconômica saudável e reformas estruturais contínuas continuam essenciais para a recuperação econômica da Romênia e para o crescimento de longo prazo", afirmou a instituição.

Admirador assumido de Che Guevara, Ponta se classifica como esquerdista linha-dura. No entanto, ele disse recentemente que, se ele for apontado como primeiro-ministro, ele cumprirá o acordo de 2011, que forneceu uma linha de crédito no valor de 5 bilhões de euros (US$ 6,8 bilhões) para ser retirada apenas em caso de emergência.

A Romênia foi forçada a pedir 20 bilhões de euros em ajuda do FMI e da UE em 2009 e tomou medidas drásticas em troca de cortes de gastos, salários do setor público em 25% e congelamento das pensões em 2010. O país também concordou em privatizar ativos nacionais, incluindo sua maior empresa de mineração de cobre, Cupru Min, e vendeu participações minoritárias em várias companhias de energia.

O mandato de Ponta será curto, pois haverá eleições gerais em novembro. O governo de Ungureanu durou menos de três meses. As informações são da Dow Jones. (Paula Moura)

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