Romi prorroga oferta para a aquisição da americana Hardinge

Segundo a fabricante brasileira de máquinas, prorrogação, até 18 de junho, se deve à resposta positiva dos acionistas

Naiana Oscar, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2010 | 00h00

O esforço da fabricante brasileira de máquinas Romi em adquirir a americana Hardinge se estenderá por mais um mês. O prazo para adesão à oferta hostil, que terminaria na tarde da última quarta-feira, foi prorrogado ontem para o dia 18 de junho ? seis meses depois de a brasileira ter iniciado as negociações.

Até o dia 26 de maio, os detentores de 4,4 milhões de ações haviam aceitado a oferta, o que representa 38% de um total de 11 milhões de ações. Para garantir a aquisição, a Romi precisa convencer dois terços dos acionistas de que vender os papéis para a empresa brasileira é um bom negócio. O interesse deles começou a aumentar no início do mês, quando a Romi elevou a oferta de US$ 8 para US$ 10 por ação. Com isso, o valor proposto para a aquisição passou de US$ 92 milhões para US$ 116 milhões.

Segundo o presidente da Romi, Livaldo Aguiar dos Santos, a nova tentativa faz sentido porque a adesão obtida na primeira etapa da oferta demonstra um forte apoio dos investidores. "Tivemos uma manifestação positiva de quase 40% dos acionistas, com perfis diferenciados, desde os mais tradicionais até aqueles que compram ações num dia para vender no outro", diz. "Não ter convencido apenas uma classe de acionistas significa que não somos os únicos a acreditar que uma transação com a Romi é a melhor alternativa."

A Romi tenta adquirir a empresa americana desde o fim de 2009, sem sucesso. No começo de fevereiro, a companhia brasileira apresentou uma proposta de compra de toda a Hardinge. O conselho de diretores da fabricante americana, no entanto, rejeitou por unanimidade a proposta e chegou a criar um mecanismo para se proteger de ofertas hostis. Na ocasião, a Hardinge considerou a proposta "inadequada" e "oportunista", por subavaliar o valor da empresa.

"Sabemos que é um processo longo, e somos disciplinados para ir até o fim", diz Santos. O foco da Romi, segundo ele, é concluir a aquisição, mas isso não impede que outros negócios, sejam tratados. Mas não informou quais seriam os novos alvos.

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