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Rondeau e Gabrielli cancelam viagem à Bolívia

O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, e o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, cancelaram a viagem que fariam a La Paz para assinar os novos contratos de produção e exploração da estatal na Bolívia. Segundo o Ministério de Minas e Energia, independente do resultado que tenham as negociações, que se encerram neste sábado, qualquer acordo que vier a ser assinado só começará a valer depois que for aprovado pelo congresso boliviano, conforme determina o próprio decreto supremo que nacionalizou os recurso naturais da Bolívia em 1º de maio.A avaliação no governo é que não valeria a pena deslocar Rondeau e Gabrielli até a Bolívia para assinar um documento que não começaria a vigorar imediatamente. O Ministério de Minas e Energia reiterou que as negociações estão avançando mas não informou os detalhes sobre o atual estágio das conversas com os bolivianos. Neste sábado se encerra o prazo fixado pelo governo boliviano para que as empresas petrolíferas estrangeiras negociem os novos contratos que obedecem aos termos do decreto de nacionalização. Existe a expectativa no governo de que ainda nesta sexta o governo boliviano faça um pronunciamento formal sobre os acordos com o Brasil.Petrobras Segundo o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, o governo brasileiro não acredita no confisco de bens da Petrobras pela Bolívia. Em entrevista na portaria do Palácio da Alvorada, Amorim avaliou que, em conversas nos últimos dias, o presidente boliviano, Evo Morales, demonstrou disposição de negociar uma solução que não prejudique os interesses da empresa brasileira. "Ele (Morales) está querendo negociar. É uma atitude positiva, profissional, não é retórica", afirmou.Ao responder uma pergunta sobre se a Petrobras poderia recorrer a organismos internacionais contra o governo da Bolívia, Amorim respondeu que prefere acreditar na negociação, embora não descarte a possibilidade. "Isso está previsto nos contratos, mas eu espero que possa resolver pela negociação", completou. "Prefiro não fazer ameaças, pois tenho esperança no processo de negociação."Ele ressaltou que o governo brasileiro espera que não haja uma imposição unilateral. "É preciso um acordo que se baseie na negociação e seja bom para os dois lados, bom para o Brasil e bom para a Bolívia", disse.

Agencia Estado,

27 de outubro de 2006 | 16h15

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