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Rosenberg: inflação de alimentos pesará no 4º trimestre

O resultado das vendas do varejo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 13, mostra que, nos últimos meses, uma inflação mais amena de alimentação contribuiu para as vendas, avalia Thaís Zara, economista-chefe da Rosenberg & Associados, que acertou sua projeção de alta de 0,5% nas vendas do varejo restrito em setembro ante agosto. "No último trimestre do ano, no entanto, a inflação sobre alimentos deve voltar a pressionar negativamente", apontou.

BEATRIZ BULLA, Agencia Estado

13 de novembro de 2013 | 12h04

As vendas de supermercados e hipermercados do comércio varejista repetiram alta de 0,7% em setembro, a mesma variação de agosto. Em julho, a alta havia sido de 1,7%. "A inflação de alimentação tinha pesado muito contra o varejo no primeiro semestre", lembra Thaís. No início do ano, o segmento de supermercados havia apresentado retrações no volume de vendas, na comparação mensal.

Na divulgação mais recente do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), contudo, que apurou os dados de outubro, o grupo Alimentação e Bebidas puxou a inflação, com alta de 1,03% sobre setembro. Por causa disso, a economista espera que a inflação pressione negativamente as vendas de alimentos no último trimestre. O cenário, contudo, já é levado em conta para a projeção de 4,5% de alta no volume de vendas no varejo este ano, explica Thaís.

"Apesar de haver uma certa desaceleração nos dados do varejo em setembro, o lado bom é que estamos mantendo o resultado positivo", avaliou a economista. O resultado de setembro ficou dentro do intervalo de estimativas do AE Projeções, mas abaixo da mediana de 0,70%.

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