Rosenberg: termo 'neste momento' é precaução

A economista-chefe da Rosenberg & Associados, Thaís Zara, avaliou nesta noite de quarta-feira, 28, que a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), de manter a taxa básica de juros em 11,00% ao ano, veio em linha com a expectativa do mercado financeiro e indica que o Banco Central deixará a Selic inalterada nas próximas reuniões. Em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, ela considerou que a manutenção do termo "neste momento" no comunicado da decisão pode ser uma atitude de precaução, caso haja, num futuro próximo, a necessidade de novos ajustes por conta de uma eventual retomada de um processo de aceleração da inflação.

FLAVIO LEONEL, Agencia Estado

28 de maio de 2014 | 22h25

"O comunicado veio bem simples e sucinto, sinalizando que, por algum tempo, eles (diretores do BC) devem manter a Selic inalterada", comentou Thaís Zara, para quem o conteúdo enxuto também foi importante para não gerar maiores ruídos no mercado financeiro. "O ''neste momento'' quis dizer que, se o quadro voltar a piorar, em algum momento, eles vão mexer novamente na taxa de juros; se tiver alguma surpresa mais forte", opinou.

Questionada sobre o tempo provável que a Selic tende a permanecer inalterada em 11%, a economista-chefe da Rosenberg disse que sua equipe tende a discutir esse assunto nos próximos dias. Segundo ela, a divulgação do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, agendada para a sexta-feira, e a ata da reunião do Copom, programada para ser distribuída pelo BC na quinta-feira da semana que vem (dia 5 de junho), são fatores que poderão fazer a consultoria cravar um período maior para os juros estáveis. "Por enquanto, estamos com a possibilidade da Selic voltar a subir no fim deste ano ou no começo do ano que vem", disse.

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