Rossetto: campo recebeu R$ 1,1 bi em tecnologia

O ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Miguel Rossetto, afirmou na manhã desta segunda-feira, 26, no Palácio do Planalto, em Brasília, que o governo tem concentrado as ações da agricultura familiar na transferência de conhecimento para a adoção de tecnologia no interior do País. Segundo ele, os recursos do Ministério de Desenvolvimento Agrário e de outras pastas já somam R$ 1,1 bilhão para tecnologia no campo.

NIVALDO SOUZA E RAFAEL MORAES MOURA, Agencia Estado

26 de maio de 2014 | 12h25

"Em 2005, tínhamos R$ 56 milhões para o Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). Neste ano, com o MDA e o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), temos R$ 940 milhões. Isso é priorizar a assistência técnica", afirmou Rossetto, durante o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2014/15.

O ministro anunciou R$ 24,1 bilhões para custeio de agricultores da reforma agrária. "É a maior oferta da história de crédito para os agricultores assentados da reforma agrária", disse, afirmando que não haverá aumento nas taxas de juros para financiar o produtor rural familiar na safra 2014/15.

Controle inflacionário

Rossetto lançou o Plano Safra afirmando que os recursos destinados ao pequeno agricultor vão contribuir para o controle da inflação. "O que queremos com essas medidas todas, que fazem com que avancemos nessas conquistas, é avançar na produção de alimentos para o nosso País, especialmente a produção agroecológica. Queremos com isso contribuir para a estabilidade de preço", disse.

Segundo Rossetto, o governo está preparado para atender 120 mil agricultores dispostos a adotar tecnologia para produzir de forma ecologicamente correta. "Todos os agricultores que queiram migrar para uma produção agroecológica terão assistência técnica para assegurar essa migração", afirmou.

O ministro anunciou, ainda, um aumento nos recursos para assistência técnica para assentados da reforma agrária. O agricultor recém-assentado terá acesso de até R$ 14,3 mil para começar a trabalhar a terra. O governo também dará como microcrédito mais R$ 4 mil e, segundo o ministro, "para iniciar a experiência produtiva" o assentado terá até R$ 25 mil para custeio.

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