Rossi zera lucro no 2o tri em resultado abaixo do esperado

A incorporadora e construtora Rossi Residencial praticamente zerou o lucro no segundo trimestre em um resultado abaixo do esperado divulgado na madrugada desta sexta-feira e marcado por alta de custos e queda de receitas na comparação anual.

REUTERS

15 de agosto de 2014 | 07h59

A companhia teve lucro líquido de 287 mil reais no segundo trimestre, queda de 99,4 por cento ante o resultado de igual período do ano anterior.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou 71,5 milhões de reais, recuo de 47,3 por cento na base de comparação anual. A expectativa média de analistas apurada pela Reuters era de Ebitda ajustado de 77,1 milhões. A margem Ebitda ajustada caiu de 26,8 para 14,7 por cento.

A empresa teve queda de 4 por cento na receita líquida, a 486,3 milhões de reais, enquanto o custo dos imóveis e serviços subiu 2 por cento, a 390,79 milhões de reais. As despesas operacionais avançaram 36,4 por cento, a 61 milhões de reais, enquanto o resultado financeiro seguiu negativo em cerca 16,4 milhões.

O crescimento dos custos se deu com alta nos lançamentos, que cresceram 83 por cento na comparação anual, para 299,5 milhões de reais, distribuídos em dois projetos na região metropolitana de São Paulo. Mas as rescisões de contratos subiram 65,5 por cento, para 343,5 milhões de reais, enquanto as vendas brutas tiveram aumento de 14,6 por cento, a 654,9 milhões de reais no período.

A empresa afirmou que diante de sua confiança no processo de cancelamentos e repasse dos imóveis e foco em entrada de caixa, "foi intensificada a rescisão de clientes que tanto não demonstraram interesse em quitar quanto obtiveram crédito junto aos bancos".

A Rossi também afirmou que iniciou uma campanha nacional de vendas de estoque de imóveis que continuará ao longo do ano e com foco em produtos que serão entregues em 2014. "Para as regiões não estratégicas foram intensificados os descontos de forma a continuar a redução da estrutura operacional nestas localidades."

A companhia terminou o semestre com dívida líquida de 3,17 bilhões de reais. A geração de caixa do segundo trimestre foi de 44,9 milhões de reais, considerando 100 por cento das empresas do grupo, ante 68,2 milhões nos três primeiros meses do ano.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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