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Royal Bank of Scotland tem prejuízo recorde em 2008

O Royal Bank of Scotland divulgou nesta quinta-feira o maior prejuízo da história corporativa britânica e informou que a participação do governo na instituição pode aumentar para até 95 por cento depois do banco aderir a um programa estatal de seguro de ativos de risco. O RBS também divulgou planos de cortar 2,5 bilhões de libras (3,56 bilhões de dólares) em custos como parte de um programa de reestruturação que fará o banco sair ou reduzir sua presença em 36 dos 54 países em que opera, processo que pode gerar 20 mil demissões. "Os blocos de construção essenciais para a recuperação do RBS estão colocados", disse o presidente-executivo do banco, Stephen Hester, em entrevista coletiva. "Isso não significa que vamos recuperar com êxito; há uma quantia significativa de trabalho duro e obstáculos a vencer, mas temos agora o trabalho de executar isso." Hester acrescentou que o programa lançado pelo governo nesta quinta-feira de seguro dos ativos podres dará ao banco a estabilidade que ele precisa para caminhar com o plano de reestruturação. A Grã-Bretanha lançou um esquema que pode assegurar mais de 500 bilhões de libras em ativos podres, em uma tentativa de garantir a concessão de empréstimos em meio à recessão O RBS colocará 325 bilhões de libras em ativos no programa, ganhando proteção parcial sobre futuras eventuais perdas. Sob o programa, o RBS será responsável pelos primeiros 19,5 bilhões de libras de perdas. O banco informou que levantará outros 13 bilhões de libras do governo, pagando com ações classe B sem poder de voto, para cobrir suas obrigações. O RBS pagará uma tarifa de 6,5 bilhões de libras pelo seguro dos ativos, o equivalente a 2 por cento das perdas. PREJUÍZO O banco informou um prejuízo de 24,1 bilhões de libras (34,3 bilhões de dólares) em 2008 e informou que a perda recorde reflete baixas contábeis de 16,2 bilhões de libras relacionadas a aquisições. Entre as compras está a aquisição de partes do holandês ABN Amro em 2007, além de 7,9 bilhões de libras em perdas operacionais. O RBS também anunciou planos de colocar os ativos não essenciais em uma unidade separada para venda ou encerramento nos próximos três a cinco anos. A unidade incluiria cerca de 20 por cento dos ativos, ou 240 bilhões de libras. Hester disse que o banco ainda não sabe quantas demissões serão necessárias, mas afirmou não discordar dos rumores que colocam esse número em até 20 mil.

MYLES NELIGAN E STEVE SLATER, REUTERS

26 de fevereiro de 2009 | 09h04

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