RS insiste em vacinar rebanho contra aftosa este ano

O governo do Rio Grande do Sul vai insistir: quer autorização do Ministério da Agricultura para vacinar seu rebanho contra a aftosa ainda neste ano, antecipando o calendário que prevê a próxima etapa de imunização para janeiro e fevereiro de 2006. O secretário da Agricultura, Odacir Klein, promete encaminhar correspondência ao ministro Roberto Rodrigues nesta terça-feira, levando para a área política uma discussão que estava limitada à área técnica.O ministério já manifestou sua posição técnica no dia 28 de outubro, em resposta a uma consulta feita pela secretaria. Sugeriu que, se o Estado quiser vacinar imediatamente, se limite às propriedades que não comprovarem que fizeram a imunização e aos animais nascidos depois da última campanha, em julho e agosto.Os técnicos da secretaria consideram a medida inadequada para o momento. A identificação dos 5% do rebanho que não está vacinado levaria tanto tempo quanto a espera pela campanha de janeiro. Além disso, a maior parte dos bezerros ainda está imunizada pelo colostro.A iniciativa do governo gaúcho tenta colocar o Estado no mesmo compasso do Paraná e de São Paulo e do Uruguai e Argentina, que fazem suas campanhas de vacinação em novembro e maio. Isso facilitaria o trânsito dos animais entre as regiões. O ministério admite a alteração do calendário, mas mediante análise técnica e a partir de 2006.DESCOBERTA A febre aftosa foi descoberta na Itália no século XVI.Está presente de forma endêmica em regiões daÁsia, América do Sul, África e OrienteMédio. Houve surtos na Grécia,Taiwan,Argentina, Brasil,Uruguai, Japão e Reino Unido. SINTOMAS A febre aftosa é talvez a doença mais temida pelospecuaristas. Nos animais, ela provoca afta na boca e na gengiva,além de feridas nas patas e nas mamas. A vaca fica em estadofebril, não consegue pastar, perde peso e produz menos leite.Já nos humanos, são raros os casos decontaminação, mas eles não podem ser descartados.Os sintomas são febre leve e calafrios, bem como bolha nasmãos e na boca. Contudo, a doença não chega aprovocar risco de morte entre os humanos. CONTAMINAÇÃO Os animais que podem ser contaminados pelo aftovírus sãobois, porcos, cabras e ovelhas. No caso dos humanos, acontaminação é bem mais difícil e sóacontece se a pessoa ficar em constante contato direto com animaiscontaminados. TRANSMISSÃO o aftovírus pode ser transmitido pelo leite, carne e saliva doanimal doente. A doença também étransmissível para animais pela água, pelo ar e porobjetos e locais sujos. Humanos não transmitem o vírusentre si, mas podem levar na roupa, caso tenham entrado em umaárea onde há aftosa. PREVENÇÃO Não existe tratamento contra a Febre Aftosa e sim medidaspreventivas específicas pelo uso de vacinas. No Brasil, oprocesso mais aconselhável é a vacinaçãoperiódica dos rebanhos, assim como a imunização detodos os bovinos antes de qualquer viagem. Em geral a vacina contra a febre aftosa é aplicada, de 6 em 6meses, a partir do 3º mês de idade. No Estado de SãoPaulo deve ser feita nos meses de março e setembro. Naaplicação devem ser obedecidas asrecomendações do fabricante em relaçãoà dosagem, tempo de validade, método deconservação e outros pormenores.

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