RS vê na seca razão de queda de produção agropecuária

Entidades agropecuárias do Rio Grande do Sul avaliam que o recuo da previsão para produção agropecuária está ligado à seca que o Estado enfrenta desde novembro do ano passado. No Relatório Trimestral de Inflação divulgado nesta quinta-feira pelo Banco Central, a expectativa para a produção agropecuária neste ano caiu 1,5%, diferença de 4 pontos porcentuais na comparação com a estimativa anterior.

TÁSSIA KASTNER, Agencia Estado

28 de junho de 2012 | 16h03

O presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro), Rui Polidoro, disse que a quebra na safra gaúcha fez com que deixassem de circular pelo Estado entre R$ 8 bilhões e R$ 9 bilhões. A soja seria, segundo ele, a principal responsável pelas perdas. Para Polidoro, a queda da projeção do Banco Central para a produção agropecuária mostra a dificuldade de recuperação da produção ainda neste ano.

"Medidas para que tenhamos uma boa safra de verão, como o acesso ao crédito do Plano Safra 2012/2013, anunciado hoje, a compra antecipada de insumos e a resolução dos problemas de exportações da suinocultura poderiam amenizar a queda [da produção agropecuária]", afirmou Polidoro.

Para o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do RS (Federarroz), Renato Rocha, o recuo da produção ocorre por questões de crédito, clima e manejo empregado. Para ele, medidas de incentivo à comercialização e ao custeio seriam bem-vindas para auxiliar o setor enfrentar as dificuldades da seca.

Na avaliação da Federação da Agricultura do RS (Farsul), o caminho para a retomada mais rápida da produção agrícola no Rio Grande do Sul após a seca seria o governo equacionar o passivo dos produtores. "A tendência é de recuperação", avalia o diretor administrativo da federação, Francisco Schardong.

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